
Daquelas histórias que parecem pegadinha, mas são bem reais: o lateral-direito Marvin Senaya, de 25 anos, do Auxerre, virou personagem de uma disputa internacional digna de um roteiro, no mínimo, curioso.
Nascido em Saint-Maurice, na França, o jogador tem uma verdadeira mistura de origens. É filho do ex-jogador Yao Mawuko Senaya que nasceu em Togo e também possui nacionalidade ganesa. Esse “combo” de possibilidades colocou o defensor no radar de mais de uma seleção africana, cada uma tentando agir rápido para garantir sua escolha.
O episódio evidencia a corrida das seleções por jogadores com múltiplas nacionalidades, uma prática cada vez mais comum no futebol global. No caso de Senaya, além da questão afetiva e familiar, entra também o lado esportivo: qual seleção oferece mais oportunidades? Onde ele pode ter maior protagonismo? As respostas, no momento, parecem claras.
Gana está em reta final de preparação para a disputa de mais uma Copa do Mundo, enquanto Togo, que não se qualificou para o Mundial, se prepara para o próximo ciclo. Através de suas redes sociais, o lateral-direito decidiu pela realização do sonho de disputar a Copa.
Apesar da declaração do defensor favorável aos ganeses, uma “disputa” entre as federações ganhou força nos bastidores, com declarações de representantes das duas seleções, que garantiram ter a anuência do jogador para a convocação.
Independente de onde esteja a razão nesta história, o fato é que Senaya deve mesmo defender a seleção de Gana, que vai encarar amistosos contra Áustria e Alemanha nos próximos dias, visando a disputa do Mundial, e espera estar entre os 26 listados para a disputa da Copa do Mundo.
Fonte: OGOL