
O Brasil contabilizou 84.760 registros de pessoas desaparecidas em 2025, o maior número já observado desde o início da consolidação nacional desses dados, em 2015. O volume representa um crescimento de 4,12% em comparação com o ano anterior.
As informações constam no Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), plataforma mantida pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, com dados enviados pelos estados e pelo Distrito Federal.
Ao longo do ano passado, a média foi de 232 ocorrências por dia. A taxa nacional atingiu 39,71 registros a cada 100 mil habitantes, evidenciando a dimensão do problema em todo o país.
Entre os estados, São Paulo concentrou o maior número absoluto de casos, com 20.546 ocorrências, seguido por Minas Gerais (9.139), Rio Grande do Sul (7.611), Paraná (6.455) e Rio de Janeiro (6.331). O menor total foi registrado em Mato Grosso do Sul, com 378 casos. Já em termos proporcionais, Roraima apresentou a maior taxa do país, com 78,10 desaparecimentos por 100 mil habitantes.
O levantamento mostra que a maioria dos registros envolve pessoas do sexo masculino. Em 2025, 54.102 desaparecidos eram homens, enquanto 30.050 eram mulheres. Em 608 ocorrências, não houve identificação do sexo.
Quando o recorte considera apenas crianças e adolescentes, o cenário se altera. Dos 23.919 casos envolvendo menores de 18 anos, houve um aumento de 8,27% em relação a 2024. Nesse grupo, 14.658 registros foram de meninas e 9.159 de meninos. Outros 102 casos não apresentaram essa informação.
Os dados apontam ainda que, em média, 66 crianças e adolescentes desapareceram por dia no país ao longo de 2025, reforçando a preocupação das autoridades e a necessidade de fortalecimento das políticas públicas de prevenção, investigação e localização de pessoas desaparecidas.






