
O secretário de Segurança Pública do Piauí, Chico Lucas, passou a figurar entre os principais nomes defendidos nos bastidores de Brasília para assumir o futuro Ministério da Segurança Pública do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A articulação envolve diretamente o Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Segurança Pública, que busca uma alternativa técnica e politicamente viável para a nova pasta.
A defesa do nome de Chico Lucas é liderada pelo presidente do Conselho, Jean Nunes, secretário de Segurança da Paraíba, e reúne apoio de gestores de diferentes correntes políticas. Entre eles está Sandro Avelar, ex-número dois da Polícia Federal no governo anterior, o que amplia o respaldo institucional e reforça o caráter suprapartidário da articulação.
Nos bastidores, os secretários avaliam que o principal diferencial do gestor piauiense é a capacidade de diálogo entre União e estados, aliada aos resultados concretos alcançados no Piauí. A avaliação é de que o modelo implantado no estado pode ser nacionalizado, contribuindo para uma resposta mais eficaz do governo federal no enfrentamento à criminalidade.
Os indicadores da gestão são citados como a principal vitrine de Chico Lucas. Dados da Secretaria de Segurança Pública do Piauí apontam redução de 53% nos registros de furtos de celulares, além de queda de 38% nos crimes de furto e roubo de veículos. São números considerados estratégicos por impactarem diretamente o cotidiano da população e que devem ter peso no debate político e eleitoral de 2026.
Outro ponto destacado pelos apoiadores é a diminuição dos homicídios no estado. A taxa por 100 mil habitantes recuou 33%, enquanto os números absolutos caíram 30%, alcançando o menor patamar da última década.
Além dos resultados na área da segurança, o contexto político também é levado em conta. Chico Lucas é filiado ao PT e mantém relação próxima com o ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, fator que pode contribuir para pacificar setores do partido que defendem a presença de um aliado no comando da nova pasta.
A articulação ocorre em um momento de resistência a outros nomes sugeridos ao Palácio do Planalto. Para os secretários estaduais, a escolha de um gestor com experiência prática, trânsito político e reconhecimento nacional seria decisiva para o sucesso do novo ministério.
A interlocução de Chico Lucas com os demais secretários é apontada como um diferencial para unificar as políticas de segurança pública entre a União e os estados, considerada condição essencial para a efetividade de uma estrutura ministerial voltada exclusivamente ao tema.
Até o momento, o governo federal não oficializou a criação do Ministério da Segurança Pública nem anunciou quem poderá comandar a pasta. Ainda assim, o apoio explícito de secretários estaduais mantém Chico Lucas entre os nomes mais fortes nas discussões sobre o futuro da política nacional de segurança.






