
A foto mostra o satélite natural totalmente iluminado, com o lado visível (o hemisfério que vemos da Terra) à direita. À esquerda está o lado oculto, o hemisfério que não vemos da Terra porque a Lua gira em seu eixo na mesma velocidade em que orbita ao nosso redor.
O lado visível é identificável pelas manchas escuras que cobrem sua superfície. Essas manchas são antigos fluxos de lava de uma época no início da história da Lua, quando ela era vulcanicamente ativa.
Algumas pessoas se referem, erroneamente, ao “lado oculto da Lua” como o “lado escuro da Lua”. Na verdade, a face que fica oculta para nós, aqui na Terra, não deixa de receber luz solar. Assim como a Terra, a Lua sempre tem uma metade iluminada pelo Sol e outra não. Ou seja, o lado oculto passa pelo seu próprio ciclo de dia e noite, recebendo luz solar direta.
Quem já ‘passeou’ por lá
Além disso, a região lunar já foi parcialmente mapeada em algumas missões científicas. O hemisfério foi fotografado pela primeira vez pela sonda soviética Luna 3, em 1959. Os astronautas americanos da missão Apollo também passaram por lá. Em 2019, a China se tornou o primeiro país do mundo a pousar uma sonda nessa região da Lua.
Diferentemente do lado visível, que tem vastas planícies escuras (chamadas de mares), a face oculta é mais montanhosa, acidentada, e tem a crosta mais espessa. Estudar este lado menos conhecido da Lua é importante por vários motivos: ele pode oferecer pistas inéditas sobre a formação do próprio Sistema Solar e há um grande interesse em mapear os recursos minerais ali presentes.
Fonte: estadão

