MPPI investiga assédio moral em delegacias de Picos e saúde mental da polícia

O Ministério Público do Piauí (MPPI) instaurou um procedimento administrativo para apurar casos de assédio moral e avaliar as condições de saúde e relações hierárquicas nas delegacias da Polícia Civil em Picos. A medida, formalizada pelo promotor de Justiça Maylton Rodrigues de Miranda, baseia-se em atribuições constitucionais do órgão para garantir direitos fundamentais e ordem jurídica.

A investigação foi desencadeada após relatos de afastamentos de delegados por problemas psicológicos, representando cerca de 20% do efetivo local, além de episódios como a destruição de cartazes de campanha sindical contra o assédio. O MPPI também considera indícios de tensão laboral, como desentendimentos e casos de saúde mental fragilizada entre os policiais.

O delegado-geral da Polícia Civil, Luccy Keiko, afirmou que já realizou reuniões em Picos e Teresina para abordar o tema, destacando a necessidade de um protocolo mais robusto de saúde mental para os profissionais. Ele também mencionou a criação de uma portaria que regulamenta a concessão de entrevistas sobre investigações em andamento, com base no sigilo necessário previsto no Código de Processo Penal.

O delegado-geral de Polícia Civil do Piauí, Luccy Keiko, informou que ainda não teve acesso ao documento que trata das investigações.

Representantes sindicais, como o presidente do Sinpolpi, Isaac Vilarinho, apoiam a iniciativa e cobram medidas mais efetivas para combater o assédio moral. O sindicato também relata situações semelhantes em outras regiões do estado, reforçando a necessidade de um estudo mais amplo sobre a saúde emocional dos policiais civis. O procedimento do MPPI ainda está em andamento, com uma audiência extrajudicial marcada para 29 de maio de 2026, quando será ouvido um representante sindical.

Com informações de: MPPI

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