
Desde o início de 2026, o Brasil contabiliza 81 casos confirmados de mpox, conforme dados oficiais do Ministério da Saúde divulgados nesta terça feira (24). Até o momento, não há registro de mortes pela doença neste ano. No ano passado, o país somou 1.079 ocorrências e dois óbitos associados à infecção.
A maior concentração de casos está no estado de São Paulo, que responde por mais da metade das confirmações. Também há registros no Rio de Janeiro, Rondônia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Distrito Federal e Paraná. As autoridades de saúde seguem monitorando a situação epidemiológica e reforçam a importância da notificação de casos suspeitos para evitar a disseminação do vírus.
A mpox é uma doença infecciosa causada por um vírus da família Poxviridae. Inicialmente, a transmissão ocorria principalmente de animais para humanos, mas atualmente a forma mais comum de contágio acontece por meio do contato direto entre pessoas. A infecção pode ocorrer ao tocar lesões de pele, fluidos corporais, secreções respiratórias em situações de proximidade prolongada ou objetos contaminados, como roupas de cama e toalhas.
Os primeiros sintomas costumam surgir entre três e 16 dias após a exposição ao vírus, podendo chegar a até 21 dias. Entre os sinais mais frequentes estão febre, dor de cabeça, dores musculares, cansaço, calafrios, aumento dos gânglios linfáticos e o aparecimento de lesões na pele, que evoluem em etapas até a formação de crostas.
O diagnóstico é feito principalmente por exame laboratorial do tipo PCR a partir de amostras coletadas das lesões. A pessoa infectada pode transmitir o vírus desde o início dos sintomas até que todas as feridas estejam completamente cicatrizadas. Não existe, até o momento, um tratamento específico amplamente disponível para a mpox. O cuidado é direcionado para o alívio dos sintomas e, na maioria dos casos, a doença apresenta evolução leve ou moderada, com duração média de duas a quatro semanas.
A vacinação no país é direcionada a grupos considerados mais vulneráveis a formas graves da doença, como pessoas com imunossupressão, profissionais de laboratório que lidam diretamente com vírus da família Orthopoxvirus e contatos próximos de casos confirmados, após avaliação da vigilância em saúde.
Crianças, gestantes e pessoas com o sistema imunológico comprometido apresentam maior risco de desenvolver complicações. Profissionais de saúde também estão mais expostos por lidarem diretamente com pacientes infectados. Há ainda o risco de transmissão da mãe para o bebê durante a gestação ou no momento do parto. Em casos de mães infectadas, a orientação é suspender a amamentação se o recém nascido não estiver contaminado, como medida de precaução.




