
A campanha da vereadora Tatiana Medeiros (PSB), eleita em 2024 com 2.925 votos em Teresina, está no centro de uma investigação que apura o possível uso de recursos oriundos do crime organizado. Segundo o Ministério Público, pelo menos R$ 2 milhões teriam sido destinados à candidatura.
De acordo com a investigação, os repasses teriam sido intermediados por Alandilson Cardoso Passos, então namorado da vereadora. Ele é apontado como integrante da facção Bonde dos 40 e teria articulado o envio dos valores. O Ministério Público afirma que cerca de 40 pessoas ligadas a Alandilson e à organização criminosa movimentaram recursos com o objetivo de comprar votos para Tatiana Medeiros.
O promotor de Justiça Mário Normando afirma que o inquérito reúne documentação considerada robusta. Segundo ele, há comprovantes de depósitos, registros de pix e fotos enviadas por eleitores para confirmar o voto e receber o pagamento.
A Polícia Federal quebrou o sigilo financeiro de Alandilson Cardoso no período de setembro de 2023 a dezembro de 2024. O relatório produzido pela PF possui mais de 500 páginas e detalha as movimentações financeiras atribuídas a ele e às pessoas próximas, que teriam atuado em benefício da campanha da vereadora.
O caso segue avançando na Justiça. Nesta quinta-feira, 18 pessoas, incluindo dois réus, estão sendo ouvidas em audiência de instrução no Fórum Eleitoral.
A defesa de Alandilson e dos demais réus sustenta que as provas do processo são nulas e afirma que o relatório de inteligência financeira que originou a investigação teria sido obtido de forma ilegal.






