
Os trabalhadores do transporte rodoviário intermunicipal no Piauí paralisaram parcialmente as atividades nesta segunda-feira (23). De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários do Estado do Piauí (Sintetro-PI), a interrupção durou cerca de três horas e ocorreu dentro de um estado de greve instaurado pela categoria, em meio a um impasse com o setor patronal sobre reajuste salarial, benefícios e as incertezas em torno do processo de licitação do serviço.
“O sindicato patronal não sentou na mesa de negociação porque disse que está na insegurança, devido o Governo do Estado ter feito um estudo em que gastou mais de R$ 3 milhões, visitando cidades, levantando o número de passageiros, e entregou para a Setrans, que por outro lado ainda não deu posicionamento se vai haver ou não licitação”, disse Antônio Cardoso, presidente do Sintetro-PI
O Sintetro buscou ainda a mediação da Secretaria de Estado dos Transportes (Setrans), mas, segundo a entidade, não obteve retorno sobre a situação da licitação — o que, na avaliação do sindicato, contribuiu para o cenário de indefinição e insatisfação da categoria.
Impasse com os empresários
Os empregadores alegam que não têm como negociar a convenção coletiva sem que haja definição sobre a licitação — processo que determinará quais empresas continuarão responsáveis pelo serviço de transporte intermunicipal. Segundo os empresários, qualquer empresa pode participar do certame, o que gera incerteza sobre a continuidade das atuais operadoras no sistema.
“Isso depende muito do governador Rafael Fonteles. Se ele não sentar, não há avanço. Ele não recebeu o sindicato patronal nem o laboral. Como o governo do estado gastou mais de R$ 3 milhões com um estudo para a licitação, que já foi feito, ele já recebeu todas as informações, mas o secretário até agora não apresentou para o governador”, disse Antônio Cardoso, presidente do Sintetro-PI.