Weyden Cunha, morreu na manhã desta sexta-feira, 14 de novembro, deixando um grande legado no jornalismo piauiense, foi um renomado jornalista e radialista nascido em Teresina, Piauí, reconhecido como uma das vozes mais marcantes da cidade. Desde jovem, demonstrou interesse pelas questões sociais e políticas: aos 18 anos, ainda no Rio de Janeiro, participou do movimento estudantil, foi diretor do restaurante Calabouço, onde estudantes comiam gratuitamente, e cursou Filosofia por um ano e meio, vivendo intensos momentos de militância que o levaram a ser preso diversas vezes no início da ditadura militar.
Na década de 1960, iniciou sua carreira no jornalismo escrevendo para o Correio da Manhã, abordando cinema, uma de suas grandes paixões. Após alguns anos, mudou-se para Goiânia, onde trabalhou com publicidade, mas a saudade da família e da cidade natal o trouxe de volta a Teresina. Seu ingresso no jornalismo piauiense se deu através da Rádio Difusora, onde, logo em seu primeiro trabalho, entrevistou o então governador Alberto Silva.

Ao longo de sua carreira, Weyden se destacou tanto na rádio quanto na TV e no jornal impresso. Seu programa de rádio “Das 3, simplesmente a melhor” marcou história, registrando a maior audiência da Rádio Difusora. Além disso, cobriu uma grande variedade de temas, incluindo música, política, esportes e eventos culturais, tendo como um de seus momentos mais memoráveis a cobertura da visita do Papa João Paulo II ao Piauí, na década de 1980.
Apaixonado por Teresina, Weyden destacava a hospitalidade do povo da cidade e a beleza das mulheres locais. Para ele, sua cidade natal era insubstituível, e a única rival nesse amor era sua família: esposa, três filhos e duas netinhas, a quem considerava “Nota 10”.
Weyden Cunha deixou um legado marcado pelo talento, pela dedicação ao jornalismo e pelo profundo vínculo com sua terra, consolidando-se como um dos profissionais mais respeitados e admirados do Piauí.






