Já virou quase certo na mídia e na web que Jair Bolsonaro passará apenas entre sete e quinze dias no presídio da Papuda antes de ser liberado por questões médicas. Contudo, Alexandre de Moraes está ciente dessa “manobra” e não deixará que aconteça tão facilmente.
De acordo com apuração da revista Fórum, a volta do ex-presidente para sua mansão não é “automática” e “fácil” como se diz. O relator do caso, Alexandre de Moraes, do STF, não estaria disposto a tolerar qualquer argumento médico dos advogados do condenado.

Alexandre de Moraes está de olho em manobra
Ainda segundo a publicação, quaisquer documentos médicos que sejam apresentados serão avaliados e submetidos à apreciação de um conselho médico determinado pela Justiça. Além disso, o ministro poderá ordenar que a avaliação seja feita por um quadro médico autônomo. Dessa forma, o ministro está ciente de que tudo indica uma manobra e, caso isso se confirme, não permitirá a prisão domiciliar.
Caso o teórico pedido, por questão burocrática, fosse levado ao plenário do STF, é possível que Moraes determinasse a volta do ex-presidente ao regime domiciliar, evitando desgastes com os pares do Tribunal, já que haveria votos favoráveis a Bolsonaro, como os de Mendonça, Fux e Nunes Marques.
A argumentação pela volta de Bolsonaro para casa se baseia no precedente de Fernando Collor, que foi condenado a oito anos e dez meses de prisão e ficou apenas sete dias no presídio de Maceió, capital de Alagoas, antes de o Supremo determinar sua volta para casa. Contudo, Collor foi condenado a uma pena três vezes menor e comprovou por laudo sofrer de Mal de Parkinson, além de ter 76 anos, enquanto Bolsonaro completou 70.






