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Moradores denunciam maus-tratos e abandono de jovem com transtornos psiquiátricos em Teresina

Apartamento se tornou um ambiente de insalubridade extrema, com acúmulo de lixo, dejetos humanos e animais, além da presença de gatos de rua

Moradores de um dos blocos do Conjunto Dom José Freire Falcão, no bairro Macaúba, zona Sul de Teresina, denunciam um grave caso de abandono de incapaz e maus-tratos, envolvendo uma jovem adulta que o Portal não vai identificar. A situação, segundo os relatos, se arrasta há meses e tem causado medo e indignação na comunidade.

De acordo com os moradores, a jovem vive sozinha em um apartamento sem água e sem energia elétrica, em condições extremamente precárias. A jovem sofre de transtornos psiquiátricos, apresenta surtos frequentes e já teria causado destruição completa do imóvel, incluindo pias, conexões do banheiro e instalações elétricas.

Os vizinhos relatam que o apartamento se tornou um ambiente de insalubridade extrema, com acúmulo de lixo, dejetos humanos e animais, além da presença de gatos de rua. O mau cheiro é constante e os danos estruturais provocados no imóvel já causaram vazamentos no apartamento inferior, afetando outros moradores.

Vídeos feitos pelos vizinhos mostram a jovem mexendo no quadro de energia com uma faca de mesa, levando choques elétricos, o que representa risco iminente à própria vida e à segurança do prédio.

A síndica do bloco afirma que já foi ameaçada de facadas durante tentativas de intermediação da situação. Famílias com crianças relatam viver em estado permanente de alerta.

“Quem tem filho pequeno vive com medo. A gente evita qualquer contato porque não sabe o que pode acontecer”, relata uma moradora que pediu anonimato.

Nesta semana, após nova denúncia, a jovem foi internada, mas os moradores temem que a situação se repita assim que ela receber alta. Segundo relatos, o pai da jovem costuma deixá-la novamente sozinha no apartamento, nas mesmas condições, sem acompanhamento contínuo ou cuidados adequados.

Apesar da gravidade do caso, os moradores afirmam que, até o momento, nenhuma solução definitiva foi apresentada.

Os responsáveis pela jovem enviam apenas quentinhas para alimentação, mas não cuidam das condições de moradia, higiene, saúde mental ou segurança. A mãe, eventualmente, realiza uma limpeza no apartamento, mas, em poucos dias, o local volta ao mesmo estado de abandono.

Os moradores do bloco cobram que a Justiça e os órgãos competentes atuem com urgência, responsabilizando os responsáveis legais por abandono de incapaz e maus-tratos.

Além da responsabilização, a principal reivindicação é que a jovem seja acolhida em um local adequado, com acompanhamento psicológico, assistência médica contínua e condições dignas de vida.

“Não é só uma questão de incômodo para os vizinhos. É uma questão humana, de saúde pública e de segurança. Essa jovem precisa de cuidado, e o que está acontecendo é abandono”, resume um morador.

O caso expõe mais uma vez a fragilidade da rede de proteção social e de saúde mental, e levanta o alerta sobre a necessidade de atuação integrada entre família, Justiça e poder público para garantir dignidade, segurança e tratamento adequado a pessoas em situação de vulnerabilidade.

Agurdando um posicionamento da Fundação Municipal de Saúde.

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