
Milhares de pessoas participaram, na noite desta terça-feira (27), de uma mobilização em Havana contra declarações e ameaças feitas pelos Estados Unidos ao governo cubano. O ato ocorreu durante a tradicional Marcha das Tochas, realizada anualmente na véspera do aniversário de nascimento de José Martí, um dos principais símbolos da luta pela independência de Cuba.
A caminhada teve início nos arredores da Universidade de Havana e seguiu por cerca de um quilômetro até a Fragua Martiana, local histórico dedicado à memória do escritor, poeta e líder político cubano.
Autoridades do país destacaram o caráter simbólico da manifestação. O ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez, afirmou nas redes sociais que o protesto representa uma resposta direta às declarações recentes do ex-presidente norte-americano Donald Trump, que voltou a prever um suposto enfraquecimento do governo cubano.
Segundo Rodríguez, o ato reafirma a postura de resistência do povo da ilha e o legado político deixado por José Martí, marcado pela defesa da soberania nacional e pela oposição à influência estrangeira.
Nos últimos meses, Washington tem intensificado o discurso contra Havana, especialmente após o agravamento da crise econômica enfrentada pelo país. O governo norte-americano sustenta que a redução do envio de petróleo venezuelano pode aprofundar as dificuldades internas e acelerar mudanças políticas no regime cubano.
Na terça-feira (27), Trump voltou a afirmar que Cuba estaria próxima de um colapso econômico, reforçando a tese de que o fim do apoio energético da Venezuela teria impacto direto na estabilidade do país caribenho.






