PUBLICIDADE

Malafaia ataca O Globo com termo racista após reportagem expor emendas milionárias de seu genro

O verbo “denegrir” tem origem no latim denigrare (“tornar escuro”, “enegrecer”) e, no Aurélio, é definido como “tornar negro, escurecer”. O termo é apontado por diversos estudiosos como expressão que ganhou conotação racista

O pastor Silas Malafaia reagiu neste domingo (26) à reportagem de O Globo sobre o professor Anderson Silveira, seu genro e docente da UFRRJ. Em publicação no X (antigo Twitter), Malafaia acusou o jornal de usar seu nome para dar ênfase ao caso e empregou o termo “denegrir”.

“A safadeza e a covardia de usar meu nome para dar ênfase a uma matéria sobre um projeto da universidade federal que meu genro coordena, para tentar me denegrir.
Aguardem a resposta!”, escreveu o pastor.

O verbo “denegrir” tem origem no latim denigrare (“tornar escuro”, “enegrecer”) e, no Aurélio, é definido como “tornar negro, escurecer”. O termo é apontado por diversos estudiosos como expressão que ganhou conotação racista — debate semelhante ao de “judiar”, palavra considerada pejorativa por remeter a perseguições sofridas pelo povo judeu.

Entenda o caso na UFRRJ

Segundo a reportagem d´O Globo, Anderson Silveira, genro de Malafaia, lidera a captaçao de emendas na universidade e coordena o Previt (Programa Esporte Para a Vida Toda), de R$ 14 milhões via Ministério do Esporte. O valor é considerado mais que o dobro do segundo maior projeto da instituição.

O plano prevê 75 núcleos em mais de 20 municípios, com R$ 11,7 milhões em bolsas (cerca de R$ 7 milhões para pessoas de fora da UFRRJ) e ao menos 14 núcleos em igrejas. Laura Carneiro (PSD-RJ) e Roberto Monteiro (PL-RJ) teriam indicado locais para funcionamento dos núcleos.

Internamente, o volume atípico de bolsas provocou reação na Fapur, fundação de apoio da Rural, culminando em renúncia coletiva da diretoria em agosto. Críticos avaliam que o projeto tem baixo retorno acadêmico.

Silveira nega influência do sogro, diz que parlamentares apenas sugerem regiões e afirma que o Ministério do Esporte orientou ampliar bolsas — com redução de compras de equipamentos — diante de dificuldades operacionais da fundação, para evitar devolução de verbas.

Em nota, Laura Carneiro declarou ter pleiteado recursos, cabendo à UFRRJ a execução e as contratações. A universidade informou que priorizou pessoas das comunidades atendidas, com critérios de formação e experiência, “sem vínculo pessoal”. Malafaia, por sua vez, prometeu “resposta” ao que classificou como “jornalismo canalha”.
Revista Fórum

Revista Fórum

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui
Captcha verification failed!
Falha na pontuação do usuário captcha. Por favor, entre em contato conosco!

RECENTES

MAIS NOTÍCIAS