Lula sanciona lei que endurece penas contra facções criminosas no Brasil

Foto: Ricardo Stuckert/ PR

Entrou em vigor nesta terça-feira (24) a nova lei que amplia o rigor no combate a organizações criminosas no Brasil. A medida foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e altera pontos importantes da legislação penal.

A norma estabelece critérios mais amplos para caracterizar facções criminosas, incluindo grupos com três ou mais integrantes que utilizem violência ou intimidação para controlar áreas, pressionar autoridades ou atingir serviços essenciais.

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Entre as mudanças, está o aumento das restrições a benefícios legais. Integrantes dessas organizações passam a ter mais dificuldade para obter liberdade condicional, fiança, indulto ou anistia. Em determinadas situações, o cumprimento da pena em regime fechado poderá chegar a até 85%.

O texto também determina que lideranças ligadas a esses grupos cumpram pena em presídios de segurança máxima, além de facilitar a apreensão de bens vinculados às atividades criminosas.

Outro ponto previsto é a suspensão do direito ao voto de presos que tenham ligação comprovada com organizações criminosas, mesmo sem condenação definitiva.

Ao comentar a medida, o presidente afirmou que o objetivo é evitar que investigados ou condenados tenham controle sobre o cumprimento das próprias penas. Ele também destacou a atuação das forças de segurança no enfrentamento ao crime organizado e defendeu maior integração internacional nesse tipo de combate.

Durante a fala, Lula citou conversas com o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre cooperação para rastrear recursos mantidos fora do país por grupos criminosos.

A proposta havia sido aprovada pelo Congresso Nacional no fim de fevereiro e, com a sanção, passa a valer em todo o território brasileiro.

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