PUBLICIDADE

Lula critica gastos militares e pede foco global no enfrentamento da crise climática

Foto: Ricardo Stuckert

Durante a abertura da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-30), realizada em Belém (PA), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um discurso enfático em defesa de investimentos globais no enfrentamento da crise climática. Lula argumentou que destinar recursos para proteger o planeta é mais racional e econômico do que financiar conflitos armados.

O presidente destacou o protagonismo do Brasil ao sediar o evento no coração da Amazônia e cobrou ações concretas das nações mais ricas na redução de emissões e no apoio financeiro aos países em desenvolvimento.

“Parabéns por darem a todos nós essa lição de civilidade e grandeza humana, provando que, se os homens que fazem guerra estivessem aqui, perceberiam que é muito mais barato colocar US$ 1,3 trilhão para acabar com o problema climático do que investir US$ 2,7 trilhões em guerras, como fizeram no ano passado”, afirmou Lula, em crítica aos gastos militares globais.

De acordo com dados do Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (SIPRI), os gastos militares mundiais ultrapassaram US$ 2,2 trilhões em 2023, atingindo um recorde histórico.

Durante o discurso, Lula também reforçou a necessidade de um “mapa para o fim do uso do petróleo”, tema que já havia sido abordado na Cúpula de Líderes que antecedeu a conferência. Ele ainda defendeu que a COP-30 seja marcada por uma “nova derrota aos negacionistas climáticos”, ressaltando que a ciência deve orientar as decisões políticas e econômicas globais.

COP-30 na Amazônia: legado para Belém e símbolo global

O presidente iniciou sua fala com elogios e um “desagravo” à cidade de Belém, destacando os desafios logísticos de sediar um evento de alcance mundial na região amazônica.

“Fazer a COP aqui é um desafio tão grande quanto acabar com a poluição do planeta. Teria sido mais fácil realizá-la em uma cidade pronta, mas resolvemos aceitar o desafio”, disse Lula.

Ele ressaltou que as obras de infraestrutura executadas para o evento deixarão um legado permanente para a população local, melhorando a mobilidade urbana e a infraestrutura básica. Lula também destacou que a Amazônia não deve ser vista como uma “entidade abstrata”, mas como um território habitado por milhões de pessoas com necessidades reais.

A escolha do Brasil como sede da COP-30 é vista como um reconhecimento internacional da importância do país na governança ambiental global. Sob a liderança de Lula, o Brasil busca reafirmar seu papel estratégico nas negociações climáticas, conciliando a proteção da floresta amazônica com o desenvolvimento econômico e social.

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui
Captcha verification failed!
Falha na pontuação do usuário captcha. Por favor, entre em contato conosco!

RECENTES

MAIS NOTÍCIAS