Letalidade policial em SP: 142 mortes em três meses

No primeiro trimestre deste ano, o estado de São Paulo registrou 142 mortes em decorrência de intervenções policiais com agentes em serviço. O número representa um leve aumento em relação ao mesmo período de 2025, quando foram contabilizadas 137 mortes. Se considerarmos os casos em que os policiais estavam fora de serviço, os óbitos saltaram de 29 para 33 no mesmo intervalo.

Especialistas e autoridades apontam para um cenário preocupante, com alta taxa de mortes causadas por policiais. A análise, divulgada pela Agência Brasil, baseia-se em dados do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP), que recebe informações diretas das polícias Civil e Militar. O ouvidor da Polícia, Mauro Caseri, destaca a necessidade de políticas de saúde mental mais robustas para os policiais e de aprimoramento nos mecanismos de controle do uso da força. Segundo ele, a combinação de baixos salários, sobrecarga de trabalho e o adoecimento mental da tropa contribui para um ambiente de maior risco para todos.

Levantamento foi feito com base em dados do Ministério Público

Adilson Santiago, presidente do Condepe, classifica a situação como uma crise na segurança pública, com um aumento alarmante da letalidade e da violência policial. Ele critica a falta de preparo e de comando efetivo, que resultam em violações de direitos. Santiago também aponta um “apartheid social” que direciona a violência policial a populações negras e periféricas, em regiões específicas. A Secretaria da Segurança Pública, por sua vez, afirma que as ocorrências são rigorosamente investigadas e que o estado investe em medidas para reduzir a letalidade, como aprimoramento de protocolos, capacitação e ampliação do uso de tecnologias e equipamentos de menor potencial ofensivo.

Com informações de: AGBR

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