
A Justiça determinou que os cinco influencers investigados na segunda fase da Operação Laverna, deflagrada na sexta-feira (21) pela Polícia Civil do Piauí, entreguem seus passaportes à Polícia Federal e fiquem proibidos de sair do Brasil. A operação apura crimes digitais relacionados à promoção do Jogo do Tigrinho e rifas irregulares nas redes sociais, especialmente na cidade de Parnaíba, litoral do estado.
A decisão atende ao pedido da autoridade policial que representou pela aplicação de medidas cautelares alternativas à prisão para quatro dos cinco investigados: Sara Costa dos Santos, Antônio Shaul Hinminisses de Araújo Soares, Lucimayre Magalhães Brito e Luiz Carlos Morfim Júnior.
As medidas incluem proibição de deixar o Estado do Piauí sem autorização judicial; proibição de saída do território nacional; entrega imediata dos passaportes à autoridade policial, com comunicação à Polícia Federal.
As medidas têm o objetivo de garantir o andamento das investigações e impedir eventual fuga enquanto a Polícia Civil aprofunda a análise das práticas suspeitas nas redes sociais.
Entenda o caso
Segundo a Polícia Civil, eles são suspeitos de utilizar suas plataformas digitais para divulgar sites de apostas ilegais e outras práticas consideradas enganosas.
A investigação aponta que Sarah Brenna, que possui cerca de 61 mil seguidores, Luiz Carlos Morfim (24 mil) e Lucimayre Brito (7 mil, que se apresenta como terapeuta de casais) promoviam intensamente conteúdos relacionados ao “Tigrinho” e jogos semelhantes.
Entre as estratégias identificadas estão vídeos manipulados, exposição de supostos ganhos financeiros, sorteios, linguagem motivacional e links personalizados que direcionavam seguidores às plataformas irregulares, criando expectativas irreais de lucro.






