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Justiça lenta: Piauí é 26º estado com mais presos à espera de condenação

De acordo com o ranking, apenas a Bahia apresenta situação mais crítica que o Piauí.

O Piauí aparece entre os estados brasileiros com maior proporção de presos provisórios — aqueles que ainda aguardam julgamento — dentro do sistema prisional. Segundo dados do Ranking de Competitividade dos Estados 2025, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP) com base em informações do Departamento Penitenciário Nacional (DEPEN), o estado ocupa a 26ª posição no ranking nacional, com 41,7% da população prisional sem condenação definitiva.

O levantamento analisa a proporção de presos provisórios em relação ao total de pessoas privadas de liberdade em cada estado. Esse indicador é considerado importante para avaliar o funcionamento do sistema de justiça criminal e a capacidade de resposta dos processos judiciais.

De acordo com o ranking, apenas a Bahia apresenta situação mais crítica que o Piauí. No extremo oposto da lista está Rondônia, que possui a menor proporção de presos sem condenação do país, com 10,4%.

Gargalos no sistema de justiça

A presença de um número elevado de presos provisórios pode indicar gargalos estruturais no sistema de justiça criminal, como a lentidão na tramitação de processos, dificuldades na realização de audiências e limitações na estrutura do sistema penitenciário.

Além de impactar diretamente a gestão dos presídios, o cenário também levanta debates sobre garantias legais e sobre o uso da prisão preventiva no país.

Como é calculada a população prisional

Para a análise do indicador, considera-se a população prisional total, que inclui:
•    Presos provisórios (sem condenação definitiva);
•    Presos sentenciados, nos regimes fechado, semiaberto e aberto;
•    Pessoas submetidas a medidas de segurança, como internação ou tratamento ambulatorial.

O dado permite compreender não apenas o tamanho da população carcerária, mas também a dinâmica do sistema de justiça e os desafios para reduzir o tempo de espera por julgamento.

Ranking nacional

Entre os estados com menor proporção de presos sem condenação, destacam-se:
1.    Rondônia – 10,4%
2.    Paraná – 12,4%
3.    Roraima – 14,5%
4.    Santa Catarina – 16,4%
5.    Distrito Federal – 17,2%

Já na parte inferior do ranking aparecem:
•    Piauí – 41,7% (26º lugar)
•    Bahia – 42,8% (27º lugar)

O levantamento analisa a proporção de presos provisórios em relação ao total de pessoas privadas de liberdade em cada estado.
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