Judiciário do Piauí reduz prazos e aposta em tecnologia para 2026

O Poder Judiciário do Piauí reúne magistrados e assessores em um encontro institucional voltado à avaliação da atividade jurisdicional de 2025 e à apresentação de estratégias para 2026. O foco foi direto – melhorar a eficiência, reduzir prazos e ampliar a transparência na prestação dos serviços à população.

O Tribunal de Justiça do Piauí realiza, a partir desta segunda-feira (23) até terça-feira (24), o II Encontro Estadual da Magistratura, no auditório multiuso do Complexo Judiciário do TJPI, localizado na Rua Josefa Lopes de Araújo, s/n, no Centro Cívico, em Teresina. A programação teve início às 8h30 e reúne juízes, desembargadores e servidores em uma agenda voltada ao alinhamento institucional e à qualificação da atividade jurisdicional.

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Com mais de 400 inscritos, o encontro evidencia a mobilização interna do Judiciário piauiense em torno de pautas estruturantes. O evento, idealizado pela Corregedoria-Geral da Justiça, conta com uma programação que inclui discussões sobre o uso da inteligência artificial no Judiciário do Piauí, gestão de consignados, organização de gabinetes, além da apresentação do novo Painel de Correição, ferramenta que permitirá ao cidadão acompanhar, em tempo real, o trabalho das unidades judiciais de primeiro grau.

Durante a reunião, foram destacados avanços expressivos na duração dos processos. Nos casos de crimes dolosos contra a vida, o tempo médio de julgamento, que já chegou a cerca de 3.500 dias, caiu para menos da metade. Já nas medidas cautelares previstas na Lei Maria da Penha, o prazo de resposta foi reduzido de 3,5 dias para aproximadamente 1,5 dia. Nos processos de violência doméstica e familiar, a redução também alcançou cerca de 50%.

Segundo o corregedor-geral da Justiça do Piauí, desembargador Erivan Lopes, os resultados são fruto de uma atuação mais organizada e orientada por metas.

“O objetivo é dar uma resposta mais rápida ao cidadão, mas com qualidade. Não adianta decidir rápido e decidir mal”, afirmou.

O corregedor também destacou o papel do encontro no alinhamento das unidades. “Precisamos que todas as unidades caminhem na mesma direção”, disse.

Outro ponto enfatizado foi a integração entre instituições. Representantes da Secretaria de Segurança, Ministério Público, Secretaria de Justiça, Procuradoria do Estado, Polícia Civil e Polícia Militar participam das discussões.

No campo da inovação, o Painel de Correição será utilizado para monitoramento de dados, acompanhamento de desempenho e apoio às atividades correicionais. Também está prevista a votação de enunciados para uniformização de entendimentos e a troca de experiências com magistrados de outros estados.

Sobre o uso da inteligência artificial, Erivan Lopes reforçou que a tecnologia será utilizada como ferramenta de apoio, sempre com supervisão humana.

“A inteligência artificial não substitui o juiz. Cada processo tem suas particularidades”, pontuou.

O encontro dá continuidade a uma agenda iniciada na edição anterior, com foco na gestão, no uso de tecnologia e na integração entre unidades judiciais. A meta é clara – tornar a Justiça mais rápida, eficiente e acessível ao cidadão.

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