
Alexandre Vidal / Flamengo
Jorge Jesus deixou o Flamengo o há mais de seis anos, mas seu nome continua fortemente associado ao clube e desperta sentimentos intensos na torcida rubro-negra. Em Portugal, essa ligação também permanece viva. Atualmente no comando do Al Nassr, da Arábia Saudita, o treinador escreve semanalmente para o jornal Record. Na edição mais recente, dedicou sua coluna às lembranças do período vivido na Cidade Maravilhosa.
“O maior clube que eu treinei foi o Flamengo. Segundo estudos, só o Barcelona supera a ‘Nação rubro-negra’ em número de torcedores. Mas com a grandeza vem a exigência, por vezes sufocante, dada a disputa com o Palmeiras, pelo troféu de ‘clube mais vencedor do Brasil’”, escreveu o técnico português.
Dono do melhor aproveitamento do Flamengo no século, Jorge Jesus aparece com 81,6% de aproveitamento. Portanto, são 44 vitórias, 10 empates e quatro derrotas, com cinco troféus: Cariocão, Brasileirão, Libertadores, Supercopa e Recopa.
O profissional relembrou, ainda, a temporada histórica à frente do Flamengo e explicou que sua saída não ocorreu por vontade própria, mas por circunstâncias externas. Segundo Jesus, a pandemia da Covid-19 foi decisiva.
“Por isso não teria saído daquela cidade maravilhosa se não fosse a Covid-19. O meu primeiro teste deu positivo e o segundo deu inconclusivo. Por precaução fui trancado no apartamento, sozinho”, relatou.
O medo da morte e a necessidade de estar próximo de sua terra natal levaram o treinador de volta a Portugal, para assumir o Benfica. Em suas palavras, se não fosse a crise sanitária, sua trajetória no clube carioca poderia ter sido bem diferente.
Desde a despedida de Jorge Jesus, o Flamengo passou por uma verdadeira rotatividade de técnicos. Foram dez nomes que assumiram o comando da equipe principal: Domenec Torrent, Rogério Ceni, Renato Gaúcho, Paulo Sousa, Dorival Júnior, Vitor Pereira, Jorge Sampaoli, Tite, Filipe Luís e, mais recentemente, Leonardo Jardim.