
O conflito no Oriente Médio chegou ao sétimo dia nesta sexta-feira (6), marcado por novos ataques entre Israel e Irã. Durante a madrugada, países da região do Golfo Pérsico também registraram ações de defesa aérea após a detecção de mísseis e drones.
Segundo informações divulgadas por autoridades locais, dezenas de drones iranianos foram lançados contra cidades israelenses, incluindo Tel Aviv e Jerusalém. Diante da ameaça, moradores foram orientados a buscar abrigo em bunkers.
Além disso, mísseis foram disparados contra bases militares dos Estados Unidos no Oriente Médio. Países como Catar, Kuwait, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos acionaram sistemas de defesa aérea para interceptar os ataques.
Em resposta, Israel lançou uma série de bombardeios contra alvos em Teerã, capital do Irã. Os ataques teriam como foco estruturas ligadas ao governo iraniano.
Paralelamente, forças israelenses realizaram ofensivas nos subúrbios do sul de Beirute, no Líbano, em uma operação contra o grupo Hezbollah, aliado do Irã. Segundo relatos, instalações utilizadas para armazenamento de drones e estruturas ligadas à liderança do grupo foram atingidas. As operações também incluem avanço de tropas terrestres.
Os Estados Unidos mantêm presença militar na costa iraniana em operações navais. Informações divulgadas pelo comando militar norte-americano indicam que diversos navios iranianos foram destruídos nos confrontos recentes.
Autoridades norte-americanas afirmaram ainda que a pressão militar sobre o Irã pode aumentar nos próximos dias, após o Reino Unido autorizar o uso de bases militares na região para ações defensivas.
Lideranças militares israelenses também indicaram que novas operações estão sendo planejadas contra o regime iraniano. A próxima fase da ofensiva deve ampliar as ações contra a capacidade militar do Irã e contra seus aliados na região.
A atual escalada do conflito ocorre após um ataque coordenado realizado por Estados Unidos e Israel contra o Irã no final de junho, que deixou centenas de mortos. A operação aconteceu em meio às tensões envolvendo o programa nuclear iraniano.
A limitação do programa nuclear de Teerã é tema de disputa internacional há décadas. Em 2015, um acordo firmado entre o Irã e potências internacionais estabeleceu restrições às atividades nucleares do país em troca da suspensão de sanções econômicas.
O acordo foi abandonado em 2018 pelo então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que considerou o pacto insuficiente para conter o avanço nuclear iraniano. Desde então, as tensões na região se intensificaram.
Nos últimos meses, representantes iranianos e norte-americanos voltaram a discutir um possível novo acordo nuclear, mas os ataques recentes agravaram o cenário e ampliaram o risco de expansão do conflito no Oriente Médio.