Israel ataca Irã em meio a comemorações do Ano Novo Persa

Fumaça após ataque de Israel e Estados Unidos a Teerã, capital do Irã | Reprodução/Reuters

Novos bombardeios foram registrados no Oriente Médio nesta sexta-feira (20), com ataques realizados por Israel contra áreas do Irã, incluindo a capital Teerã. As ações ocorreram em meio ao Nowruz, celebração que marca o Ano Novo Persa e o início da primavera no país.

Ao mesmo tempo, forças militares dos Estados Unidos intensificaram operações na região, com alvos ligados ao governo iraniano. Entre as ações recentes, estão ataques a estruturas estratégicas, como instalações associadas a mísseis e embarcações consideradas ameaças à navegação no Estreito de Ormuz.

-Continua depois da publicidade-

Em resposta, o Irã lançou mísseis e drones contra Israel e também atingiu pontos em países do Golfo, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Bahrein, onde há presença militar norte-americana. Além disso, alvos ligados ao setor de energia passaram a ser foco dos ataques, incluindo refinarias e campos de gás.

A escalada das tensões já provoca impactos no mercado internacional, especialmente no setor energético, diante do risco de interrupções no fornecimento de petróleo e gás. O Estreito de Ormuz, por onde passa uma parcela significativa da produção mundial, tornou-se uma área de grande preocupação.

Diante do cenário, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, sinalizou a possibilidade de evitar novos ataques a determinadas infraestruturas energéticas iranianas, após diálogo com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O atual conflito tem origem em uma série de ataques recentes envolvendo os dois países, em meio a impasses sobre o programa nuclear iraniano. Ao longo dos anos, tentativas de acordo foram feitas para limitar as atividades nucleares do Irã, mas divergências persistem, especialmente após o rompimento de um acordo internacional firmado em 2015.

Nos últimos dias, a tensão aumentou com novas ofensivas e ameaças de retaliação, ampliando o risco de um confronto mais amplo na região e gerando preocupação entre potências internacionais quanto à estabilidade global.

RECENTES

MAIS NOTÍCIAS