
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou neste domingo (18) que qualquer ação contra o líder supremo do país, aiatolá Ali Khamenei, será interpretada como uma declaração de “guerra total” contra a nação iraniana. A declaração ocorre em meio ao agravamento das tensões diplomáticas entre Teerã e Washington.
A manifestação do chefe do Executivo iraniano veio após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que sugeriu publicamente a necessidade de uma mudança na liderança do Irã.
Em publicação nas redes sociais, Pezeshkian reforçou que qualquer ameaça direta à principal autoridade política e religiosa do país representa um ataque à soberania nacional. Segundo ele, esse tipo de posicionamento eleva o risco de um confronto de grandes proporções.
O presidente iraniano também voltou a criticar a política externa norte-americana, atribuindo aos Estados Unidos a responsabilidade pelas dificuldades econômicas enfrentadas pelo país. De acordo com ele, anos de sanções internacionais e medidas classificadas como “hostis” impactaram diretamente a vida da população.
No mesmo dia, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, declarou que Washington interfere de forma recorrente em assuntos internos iranianos e deve ser responsabilizada pela escalada das tensões entre os dois países.
Enquanto isso, o Irã enfrenta um cenário interno delicado. Protestos registrados nos últimos meses perderam força nos últimos dias, após um período de forte repressão. Segundo informações divulgadas por fontes oficiais, milhares de pessoas morreram durante os confrontos.
No sábado (17), o governo restabeleceu o envio de mensagens por SMS em todo o país, porém o acesso à internet segue com restrições, mantendo parte da população sem comunicação digital plena.






