
O influenciador digital e empresário A.D.A.M, morador da cidade de Água Branca, preso durante a Operação Dinheiro Fácil, deflagrada nesta quinta-feira (13) pela Polícia Civil do Piauí, por meio da Delegacia Seccional de Água Branca, com apoio da Superintendência de Operações Integradas (SOI), está proibido de utilizar suas redes.
A ação teve como objetivo desarticular um esquema de rifas ilegais e divulgação de jogos de azar on-line, conhecidos popularmente como o “jogo do tigrinho”. Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça, os policiais apreenderam um Corolla Hybrid, avaliado em mais de R$ 200 mil, e uma motocicleta Sahara 300cc, além de celulares, um tablet e outros aparelhos eletrônicos.
De acordo com as investigações, o influenciador utilizava suas redes sociais para divulgar rifas e plataformas de apostas clandestinas, atraindo seguidores com promessas de prêmios de luxo e ganhos fáceis. As postagens exibiam bens de alto valor, incompatíveis com sua renda declarada, o que levantou indícios de enriquecimento ilícito, ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro.
Com base nas provas coletadas, a Justiça determinou o bloqueio e a suspensão dos perfis do investigado nas redes sociais e impôs a proibição do uso de qualquer meio digital enquanto durarem as investigações.
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Ele está proibido de usar as redes sociais e não pode utilizar qualquer meio digital para acessar a internet”, informou o delegado Matheus Zanatta, superintendente de Operações Integradas da Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI).
O inquérito policial investiga os crimes de divulgação de jogos de azar, estelionato, associação criminosa, lavagem de dinheiro e infrações contra as relações de consumo.
Segundo o delegado Bruno Luís, responsável pelo caso, o influenciador apresentou movimentação financeira e evolução patrimonial incompatíveis com sua atividade declarada.
“Identificamos um padrão de vida e aquisição de bens que não condizem com sua renda. As rifas e apostas ilegais eram usadas para movimentar valores de origem duvidosa”, explicou o delegado.
As investigações continuam para identificar outros envolvidos e rastrear a origem dos recursos movimentados pelo influenciador nas redes sociais.
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