
Incêndios de grandes proporções destruíram milhares de hectares de terras na zona rural do município de Hugo Napoleão, no Médio Parnaíba Piauiense, provocando um dos maiores desastres ambientais já registrados na região. O fogo, que se alastrou por mais de uma semana, atingiu diversas comunidades e causou prejuízos de valor incalculável.
As chamas consumiram vegetação nativa, áreas de pastagem e terrenos agrícolas, deixando um cenário de devastação e tristeza. De acordo com relatos de moradores, centenas de animais silvestres e pássaros morreram em meio ao fogo, e muitos rebanhos ficaram sem pastagens, obrigando os produtores a buscar alternativas para alimentar seus animais.
Entre as comunidades mais atingidas estão Luciana, Riachos I e II, Calindé, Mangabal, Fundão, margens do Rio Berlengas (Maracujá), Sambaíba, Tamboril, Veado Branco e Jacaré, além de áreas rurais do município vizinho de Jardim do Mulato.
Segundo relatos de pessoas que acompanharam de perto os incêndios, o calor intenso e a vegetação seca favoreceram a rápida propagação das chamas. “O fogo se espalhava muito rápido, em questão de minutos uma grande área já estava tomada”, contou um morador da região.
As suspeitas iniciais apontam que o incêndio possa ter sido causado por queimadas de roça, prática ainda comum em áreas rurais durante o período seco, mas proibida por lei em todo o território piauiense nesta época do ano. A proibição de queimadas visa justamente evitar tragédias ambientais como essa, que colocam em risco a fauna, a flora e a vida das pessoas.
As autoridades ambientais e a Defesa Civil alertam para a necessidade urgente de conscientização da população. Em períodos de forte estiagem e altas temperaturas, qualquer descuido pode resultar em incêndios de grandes proporções.
“É um cenário desolador. Foram perdidos hectares e mais hectares de terra, com prejuízos ambientais e econômicos incalculáveis. A natureza vai levar muito tempo para se recuperar”, lamentou um produtor rural da região.
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