
O Governo encerrou, neste sábado (1º), o ciclo de encontros do Diálogos pelo Piauí com a realização da última edição do programa no território Entre Rios, em Teresina. A iniciativa percorreu os 12 territórios de desenvolvimento do Estado e envolveu a participação direta de milhares de piauienses ao longo das etapas regionais.
“Essa é uma iniciativa muito importante porque reforça a compreensão de que o Piauí deve ser pensado e planejado a partir desses 12 territórios. Não é apenas uma divisão administrativa, mas uma forma de enxergar o Estado de maneira mais justa, equilibrada e conectada com as realidades regionais”, destacou o governador Rafael Foteles.
O território Entre Rios é o mais populoso e o que concentra o maior valor agregado da economia piauiense. São 31 municípios, entre eles Teresina, Médio Parnaíba, José de Freitas, União, Miguel Alves, Altos e Alto Longá, formando uma região com grande dinamismo econômico e geração de riqueza.

Segundo o governador, o Diálogos pelo Piauí simboliza um governo disposto a ouvir.
“O que o programa representa, em essência, é um governo que escuta — não apenas os representantes políticos, mas também a sociedade civil, os movimentos sociais, os empreendedores e todos que contribuem para o desenvolvimento do Estado”, afirmou.
Durante o encontro, foram realizadas sete oficinas temáticas, com a maior participação de todo o ciclo: mais de 600 pessoas. A etapa final contou com a presença de parlamentares e gestores estaduais.
“Isso demonstra que a população quer participar, quer ajudar a definir os rumos do Estado”, avaliou o governador.
Os representantes eleitos nas oficinas apresentaram as prioridades que serão incorporadas ao Plano Plurianual (PPA). As ações possíveis de execução nos dois anos restantes do atual PPA serão implementadas; as demais, segundo o governador, serão consideradas como prioridade no próximo ciclo, assegurando a continuidade do planejamento.
O chefe do Executivo também destacou a aprovação da Lei de Qualidade Fiscal, que institui o marco orçamentário e fiscal de médio prazo no Piauí.
“Isso significa que o nosso planejamento agora vai além do orçamento anual e do PPA quadrienal. Passamos a trabalhar com uma visão de médio prazo, de três a quatro anos, garantindo que o PPA seja mais realista e exequível”, explicou.
A metodologia do programa prevê participação popular ativa, com os próprios cidadãos escolhendo as prioridades de investimento.
“Assim como os governantes precisam fazer escolhas, a sociedade também deve exercitar esse senso de prioridade. Os recursos são limitados e vêm dos impostos pagos pela população”, lembrou.
No total, cada território apresentou 35 propostas, somando 420 sugestões consolidadas a partir dos 12 encontros regionais — um retrato das principais demandas e expectativas da população piauiense.
“Eu parabenizo toda a equipe da Secretaria de Planejamento e todos que participaram desse processo. O Diálogos pelo Piauí é mais do que um programa de governo — é um exercício de democracia, planejamento e escuta social”, concluiu o governador.






