
Desde o final de fevereiro, quando viajou aos Estados Unidos, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) já acumula cerca de R$ 1 milhão em despesas com salários de servidores de seu gabinete. Mesmo ausente do país, os gastos mensais se mantêm próximos ao teto permitido de R$ 133 mil, conforme dados divulgados pela Câmara dos Deputados.
Durante sua estadia nos EUA, Eduardo Bolsonaro tem buscado apoio do governo do presidente Donald Trump em ações contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e o governo brasileiro. Em 20 de março, ele solicitou licença não remunerada de 120 dias, mas ainda assim recebeu R$ 46 mil. Após o retorno, em julho, voltou a receber salário da Câmara, no valor de R$ 17 mil.
Apesar do funcionamento do gabinete, a produção legislativa de Eduardo tem sido mínima. Em 2023, ele participou de apenas 11 votações nominais e fez um único discurso no plenário. Em setembro, alegou dificuldades técnicas para registrar presença virtual nas sessões. A reportagem questionou o gabinete sobre as atividades dos servidores, mas não obteve resposta.
Nas redes sociais, Eduardo mantém-se ativo. Recentemente, declarou que a decisão dos EUA de reduzir tarifas sobre produtos brasileiros não teve relação com ações do Itamaraty, e sim com interesses internos da administração Trump, diante da alta da inflação no país. Durante sua licença, o deputado Missionário José Olímpio (PL) ocupou sua vaga, com atuação discreta e estrutura enxuta.






