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Fósseis de dinossauro gigante parecido com pássaro são encontrados no Níger

Espécie viveu há cerca de 95 milhões de anos e se diferencia de outros espinossauros, sobretudo por sua grande crista de 50 centímetros //Ladzinski/Fossil Lab/University of Chicago/AFP

Ao fim de uma complexa expedição no deserto do Níger, iniciada a partir de uma monografia francesa de 60 anos atrás, um paleontólogo americano e sua equipe descobriram uma nova espécie de dinossauro, cujos resultados foram publicados na revista Science na quinta-feira (26).

A descoberta do Spinosaurus mirabilis é “a primeira prova indiscutível de uma nova espécie de Spinosaurus em um século”, comemorou a Universidade de Chicago, onde trabalha o paleontólogo Paul Sereno, que comandou a equipe de pesquisa.

Spinosaurus mirabilis era um gigante bípede de cerca de 12 metros de comprimento, com uma impressionante espinha dorsal.

De tamanho comparável ao famoso Tyrannosaurus rex, este espinossauro se alimentava de peixes que capturava em numerosos rios e florestas que então cobriam o Saara.

“Acho que é uma garça infernal”, afirmou Paul Sereno, paleontólogo da Universidade de Chicago e autor principal do estudo publicado na quinta-feira na revista Science.

No entanto, desta vez os fósseis foram descobertos muito mais para o interior, a centenas de quilômetros do que teria sido o oceano mais próximo.

Descoberta “histórica”
A busca começou em 2019 no deserto do Saara, onde o geólogo francês Hugues Faure havia encontrado um dente pertencente ao gigantesco Carcharodontosaurus na década de 1950. Mas as areias do deserto não revelaram mais vestígios até que um tuaregue se aproximou da equipe de Sereno, afirmando saber onde havia “ossos grandes”.

Após uma viagem de um dia e meio, chegaram a um local remoto onde enormes ossos sobressaíam do solo. Os pesquisadores então encontraram um fêmur de quase dois metros, além da mandíbula, dentes e da base da crista.

Em 2022, Sereno retornou com uma equipe de 100 pessoas e 64 guardas nigerinos para escavar o que descreveu como um “sítio que muda a história”.

“A crista não se parecia com nada que tivéssemos visto antes”, assinalou Sereno. “Era uma nova espécie e que seria uma descoberta histórica”, completou.

folha de pernambuco

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