
247 – Denúncia feita pelo governo venezuelano elevou ainda mais a tensão internacional após a operação militar conduzida pelos Estados Unidos em território da Venezuela. Segundo o ministro da Defesa do país, Vladimir Padrino López, militares norte-americanos mataram “a sangue frio” integrantes da equipe de segurança presidencial e funcionários civis durante a ação que resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.
De acordo com informações divulgadas originalmente pela agência Sputnik International, Padrino López afirmou que a ofensiva de sábado (3) envolveu o uso de força letal contra militares e civis que protegiam o chefe de Estado venezuelano. A operação foi classificada pelo governo de Caracas como um sequestro realizado por forças estrangeiras.
No mesmo dia, Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, afirmou publicamente que Washington havia realizado um ataque de grande escala contra a Venezuela, sequestrando Maduro e sua esposa e retirando-os do país. Relatos da imprensa internacional mencionaram explosões em Caracas, atribuídas a uma operação conduzida por unidades da Delta Force. O jornal The New York Times, citando um alto funcionário venezuelano, informou que ao menos 40 pessoas morreram, entre militares e civis.
A operação provocou forte reação política dentro dos próprios Estados Unidos. Parlamentares norte-americanos classificaram a ação como ilegal, enquanto o governo indicou que Maduro seria submetido a julgamento. Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores da Venezuela anunciou que levaria o caso a organismos internacionais e solicitou uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU, marcada para o dia 5 de janeiro.
A ofensiva também gerou manifestações de solidariedade internacional. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia declarou profunda preocupação com a retirada forçada do presidente venezuelano e de sua esposa durante o que classificou como agressão dos Estados Unidos. Moscou exigiu a libertação imediata do casal e defendeu medidas para evitar uma escalada ainda maior em torno da Venezuela.
Além disso, o Grupo de Amigos em Defesa da Carta das Nações Unidas divulgou uma nota condenando de forma “inequívoca e categórica” o ataque contra a República Bolivariana da Venezuela, reforçando o entendimento de que a operação violou princípios fundamentais do direito internacional e da soberania dos Estados.






