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Fim da farra para Arthur Lira: Veja o que governo fará após ‘agressões’ do deputado

De acordo com fontes do Planalto, a determinação é para que sejam demitidos todos os ocupantes de cargos que fazem parta da “fatia” de indicação do parlamentar, o que não é pouca coisa.

A brincadeira nada engraçada de Arthur Lira (PP-AL) com o governo Lula (PT), ao que parece, já está prestes a terminar. O ex-presidente da Câmara dos Deputados, que a todo tempo dá declarações sinalizando apoio a pautas do Planalto, mas que posteriormente age como um opositor, patrocinando a sabotagem para derrubar essas medidas em plenário, finalmente terá um troco por parte do Executivo federal.

De acordo com fontes do Planalto, a determinação é para que sejam demitidos todos os ocupantes de cargos que fazem parta da “fatia” de indicação do parlamentar, o que não é pouca coisa. Sim, todos. Lira deve perder todas as centenas de postos, de alto, médio e baixo escalão que são ocupados por seus “parças”, como parte de um acordo tácito para que ele auxiliasse a governabilidade na Câmara.

O entendimento do governo Lula (PT) é o de que Lira estava se sentindo muito à vontade gozando de todas as benesses que aliados importantes têm, mas sem entregar nada. Pelo contrário, ele nem disfarça sua contrariedade com a atual gestão federal, lançando críticas e inclusive costurando alianças para derrubar matérias importantes do Planalto no Congresso, como foi o caso da MP dos Impostos, em que pese o fato de o alagoano ter faltado à sessão e não ter feito discurso público contra a iniciativa.

O que ainda é necessário saber é se o presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira, perderá o posto. Ele é aliado de primeira hora de Lira e foi indicado para comandar o banco público pelo ex-presidente da Câmara. Um dos cenários possíveis, dizem fontes, seria ‘fazer a limpa’ e todos os outros postos e manter apenas o de Vieira À frente da CEF. No entanto, nada está confirmado a esse respeito.

Para interlocutores, Lira estaria “revoltado” com a reação do governo. No íntimo, ele acredita que pode fazer o que bem entender e que ainda assim o Planalto lhe deve cargos. Já na esfera pública, o que ele diz é que vem agindo como um aliado importante no Congresso, e que, portanto, tal medida seria uma injustiça. O fato é que a sua situação é bastante delicada e por razões óbvias.

Lira será candidato ao Senado em 2026 e terá que enfrentar seu principal inimigo político, o senador Renan Calheiros (MDB-AL), que buscará mais um mandato. É evidente que Renan é um governista e que mantém uma relação excelente com Lula, que o apoiará. Sendo o petista um campeão de votos no Nordeste, Lira não pode nem pensar na hipótese de entrar numa dividida mais agressiva com o presidente da República, pois se isso acontecer os seu sonho de se tornar senador estará enterrado.

Revista Fórum

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