Filme sobre Bolsonaro tem denúncias de exploração de mão de obra e R$ 61 milhões de investidor

Sindicato recebeu denúncias formais de 15 trabalhadores formais como alimentação insuficiente, documentação incompleta de profissionais estrangeiros e tratamento abusivo

O longa-metragem *Dark Horse*, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, voltou a ser alvo de controvérsias após denúncias de precárias condições de trabalho durante as filmagens. Segundo relatos de figurantes e técnicos, a produção enfrentou graves irregularidades, incluindo alimentação inadequada, atrasos salariais e contratações informais.

Documentos obtidos pelo portal *g1* e registrados pelo Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões de São Paulo (Sated-SP) revelam ao menos 15 denúncias formais. Os relatos incluem jornadas superiores a oito horas com kits de lanche insuficientes para figurantes, em contraste com refeições completas oferecidas ao elenco principal. Além disso, trabalhadores relataram comida estragada, cachês abaixo do mercado e descontos indevidos em transportes, como parte do pagamento.

O sindicato destacou ainda possíveis irregularidades na contratação de profissionais estrangeiros, sem os devidos registros sindicais nem pagamento de taxas obrigatórias. A produção, que contou com um investimento de R$ 61 milhões do banqueiro Daniel Vorcaro, também ganhou destaque após o senador Flávio Bolsonaro confirmar o recebimento do recurso, embora negue irregularidades e defenda a abertura de uma CPI sobre o Banco Master.

Com informações de: PORTAL-IG

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