
Uma denúncia feita por uma familiar expõe a situação de um menino de 3 anos internado no hospital da Criança localizado no bairro Parque Piauí, zona sul de Teresina. Segundo relato da tia da criança, identificada como Bruna, o paciente estaria enfrentando agravamento no quadro de saúde sem receber a devida assistência médica.
De acordo com o depoimento, a criança, chamada João Cades, foi inicialmente atendida na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Promorar, onde permaneceu por quatro dias em tratamento contra pneumonia. Posteriormente, foi transferida para o hospital no Parque Piauí, onde está internada há dois dias.
A família relata que, durante uma coleta de sangue realizada na unidade atual, teria ocorrido um episódio preocupante. Segundo Bruna, uma profissional de enfermagem teria se apoiado sobre a criança durante o procedimento. Após esse momento, o menino passou a apresentar sintomas como falta de ar, dor abdominal e sinais de agitação intensa.
Ainda conforme o relato, o paciente não evacua há quatro dias e apresenta episódios de desconforto severo, incluindo tentativa de morder, salivação excessiva e alteração na coloração dos lábios, que, segundo a tia, ficam esbranquiçados durante as crises.
A principal queixa da família é a suposta falta de avaliação médica mais detalhada. “Os médicos apenas prescrevem dipirona e paracetamol, mas não examinam ele”, afirmou Bruna. Ela também relata dificuldades em conseguir atendimento contínuo, alegando que profissionais informam não estar de plantão no momento das solicitações.
A situação teria gerado desespero entre os familiares, que afirmam não saber como agir diante do agravamento do estado da criança. “A gente pede ajuda e não tem resposta. Parece que estamos abandonados”, declarou.
Além disso, Bruna afirma que há outras crianças em condições semelhantes na unidade, reforçando a preocupação com o atendimento geral no local.
Em tom de apelo, a família pede que o caso seja divulgado para que autoridades competentes tomem conhecimento da situação e adotem providências. “É um direito nosso ter atendimento. Meu sobrinho está sofrendo, e nós não sabemos mais o que fazer”, disse.
Até o momento, não há posicionamento oficial da unidade hospitalar citada na denúncia. O espaço segue aberto para manifestação das autoridades de saúde responsáveis.
Fonte: Portal R-10

