
Repercutiu negativamente as imagens da prefeita de Boqueirão do Piauí, Genir Ferreira, exaltando os babaçuais às margens da PI-331. No entanto há 16 anos no poder, o grupo político da atual gestora não construiu uma política coletiva de apoio às quebradeiras de coco de babaçu no município, onde mais de 50 famílias sobrevivem do extrativismo e beneficiamento desse vegetal na região.
Em Boqueirão do Piauí, o extrativismo do babaçu é uma atividade meramente amadora, embora garanta o sustento de mais de famílias locais. O coco de babaçu é utilizado na fabricação de azeites e na culinária local, proporcionando sabores únicos.

Apesar da tradição e do potencial econômico, a atividade extrativista em Boqueirão do Piauí é pouca representativa, não sendo grande gerador de renda. Há, na verdade, uma completa inércia da prefeita Genir Ferreira e sua equipe. Essa falta de políticas de apoio às famílias quebradeiras de coco vem levantado críticas de quem necessita do incentivo do poder municipal e de autoridades.
A ausência de iniciativas como o apoio à criação de uma cooperativa ou de uma associação, ou até mesmo à implantação de um programa municipal de incentivo a extração do babaçu para a produção do óleo desse vegetal tem desmotivado as famílias que sobrevivem dessa atividade.

Na contramão da situação de Boqueirão do Piauí, em outros municípios piauienses com até menor potencial no extrativismo de coco babaçu, há políticas fortes de incentivo a essa atividade econômica.
Miguel Alves, por exemplo, é o local da primeira fábrica de sabonete artesanal feito com óleo de babaçu no Piauí. Na vizinha cidade de Cabeceiras do Piauí, as quebradeiras de coco babaçu, grupo formado por mulheres extrativistas, ganharam uma cooperativa e incentivo do poder municipal.