
A Terra pode estar situada em um gigantesco vazio cósmico. Estudos recentes sugerem que nosso planeta, juntamente com o sistema solar e a Via Láctea, reside em uma região de baixa densidade dentro do universo.
Essa teoria, apresentada na Royal Astronomical Society, procura explicar a discreta “tensão de Hubble”, uma diferença observada entre métodos de medição da taxa de expansão do universo.
Tais diferenças de densidade podem alterar a percepção de velocidade com que as galáxias parecem se afastar de nós, criando a ilusão de uma expansão do universo mais acelerada.
Tensão de Hubble
A tensão de Hubble surge das diferenças em medições que sugerem taxas variadas de expansão do universo. Enquanto alguns métodos baseados em galáxias próximas indicam uma expansão acelerada, dados da radiação cósmica de fundo, como os do satélite Planck, apontam para um ritmo mais lento. Essa discrepância desafia o modelo cosmológico padrão, que considera o universo como uniformemente estruturado.
Oscilações acústicas de bárions
A teoria se baseia em dados de oscilações acústicas de bárions (BAO), que são padrões de ondas sonoras do universo primordial. Essas oscilações funcionam como uma “régua” cósmica.
Caso essa teoria se confirme, ela pode mudar a compreensão atual do universo. A validação do vazio cósmico ajudaria a explicar algumas discrepâncias percebidas nas observações astronômicas. Os pesquisadores planejam confrontar essa teoria com outras técnicas de medição, como os cronômetros cósmicos, para avaliar a expansão do universo.
Os cronômetros analisam galáxias que já pararam de formar estrelas, fornecendo uma medida adicional da expansão cósmica. Apesar de ainda não haver consenso sobre essa ideia, a teoria representa um avanço significativo na tentativa de resolver discrepâncias cosmológicas.






