
De acordo com relatório da PF (Polícia Federal), o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) movimentou mais de R$ 4,8 milhões entre setembro de 2023 e agosto de 2024. Nesse período, o empresário Mário Pimenta de Oliveira Filho fez uma transferência no valor de R$ 700 mil para a conta do político.
Em um dos casos, iniciado em dezembro de 2023 com valor de causa atribuído em R$ 22,6 mil, o empresário fez acordo com o trabalhador e concordou em pagar R$ 10 mil. Ficou acordado que seriam pagas cinco parcelas de R$ 2.000 para ressarcir o empregado por valores como férias e os valores do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).
Há outro processo judicial semelhante contra as empresas de veículos e oficina automotiva que eram administradas por Mário Pimenta de Oliveira Filho. Nesse caso, que começou em 2024, o homem pagou parcelas de R$ 1.800 para o seu antigo funcionário. Outra ação cita que a empresa teria pagado cerca de R$ 900 “por fora” para um funcionário.
“Eu estou movimentando mais dinheiro do que eu jamais poderia imaginar, segundo os tablóides do regime. E outra: como podem possíveis dados sigilosos serem vazados sobre todos os assuntos o tempo todo e acharem isso normal?”, escreveu o filho do ex-presidente no X (antigo Twitter).
Segundo a PF, as movimentações financeiras foram identificadas por meio de comunicações do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras). “No período de 01/03/2023 a 07/02/2024, foram movimentados R$ 30.576.801,36 em créditos e R$ 30.595.430,71 em débitos”, detalha o relatório sobre a situação de Jair Bolsonaro.