
247 – Manifestantes que participam do ato contra a PEC da Blindagem e a anistia aos golpistas do 8 de janeiro estenderam uma grande bandeira do Brasil na Avenida Paulista, em São Paulo. A iniciativa é uma resposta aos apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que utilizaram um bandeirão dos Estados Unidos durante as manifestações no dia 7 de setembro.
PEC da Blindagem e críticas no Congresso
Na última terça-feira (16.set.2025), a Câmara dos Deputados aprovou a PEC nº 3 de 2021, apelidada de PEC da Blindagem. A proposta restringe a prisão de parlamentares a casos de crimes inafiançáveis e submete a manutenção de prisões à decisão da própria Casa em até 24 horas. Também amplia o foro privilegiado para presidentes de partidos com representação no Congresso.
Projeto de anistia em debate
Outro ponto central das mobilizações foi a tramitação do projeto de lei da anistia, aprovado em regime de urgência pela Câmara em 17 de setembro. O relator, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), indicou que não deve propor perdão total a Jair Bolsonaro e outros condenados, mas avalia sugerir redução de penas.
Pressão internacional e reação popular
O governo de Donald Trump aumentou a tensão ao anunciar tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, alegando perseguição política contra seu aliado Bolsonaro. O presidente norte-americano chegou a pedir que o julgamento do ex-presidente fosse interrompido “imediatamente”, mas o Supremo manteve o processo e confirmou a condenação.
Diante desse cenário, os atos do último domingo mobilizaram milhares de pessoas em diversas cidades. Em São Paulo, a presença da bandeira nacional na Paulista simbolizou, segundo os organizadores, a defesa da soberania diante das sanções externas e das tentativas internas de minar a democracia.
Já em 7 de setembro, a direita havia reunido 48,8 mil pessoas na mesma avenida para pedir a anistia de Bolsonaro.






