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O uso excessivo de celulares, jogos e redes sociais tem provocado mudanças no comportamento de jovens em todo o Brasil. O problema, cada vez mais presente no cotidiano, já preocupa especialistas em saúde mental, especialmente pelos impactos diretos no sono, nas relações sociais e no desempenho escolar — e há sinais de que a situação pode ser mais profunda do que parece à primeira vista.
Em entrevista ao News Primeira Edição, o psiquiatra Emílio Tazinaffo explicou que a dependência digital vai além do uso frequente das telas. O ponto central está na perda de controle, quando o jovem passa a priorizar o ambiente digital mesmo diante de prejuízos evidentes.
Segundo o especialista, esse comportamento afeta diretamente a vida pessoal e social. Relações familiares e amizades começam a se desgastar, enquanto atividades presenciais, como práticas esportivas ou momentos de convivência, deixam de ser prioridade.
O cenário chama atenção porque, muitas vezes, os sinais surgem de forma gradual — o que dificulta a identificação imediata do problema.
Sinais vão além do uso excessivo de celular
A dependência tecnológica não se limita ao tempo de tela. Ela se manifesta em mudanças perceptíveis no dia a dia.
Entre os principais sinais estão alterações no sono, redução do apetite e até queixas físicas. Além disso, pais e professores costumam notar desinteresse pelas aulas, dificuldade de concentração e queda no rendimento escolar.
Outro ponto que preocupa é o isolamento social. O jovem tende a se afastar de interações fora do ambiente digital, criando um ciclo em que o uso das telas se intensifica — e os prejuízos também.
Esse padrão, segundo especialistas, pode gerar sofrimento emocional e comprometer o desenvolvimento saudável.
Novo tratamento integra estratégias para recuperação
Diante do avanço dos casos, médicos brasileiros têm buscado novas formas de tratamento. A principal novidade está na criação de um modelo integrado, que reúne diferentes abordagens já conhecidas.
Entre as estratégias utilizadas estão o chamado “detox digital”, o acompanhamento psiquiátrico — com uso de medicação em situações específicas — e a psicoterapia.
O diferencial está na aplicação conjunta dessas etapas. Antes, essas intervenções eram feitas de forma isolada. Agora, o paciente passa por um acompanhamento estruturado, com maior controle da evolução e mais chances de შედეგ positivos.
O cenário é ainda mais relevante porque o uso de tecnologia tende a crescer entre jovens, tornando essencial a identificação precoce e o tratamento adequado.

