Com o início efetivo da CPMI do INSS no Congresso Nacional, a base aliada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá como foco as fraudes no sistema previdenciária de governos passados, como os de Michel Temer (MDB) e de Jair Bolsonaro (PL).
“As pessoas vão perceber que [a fraude] começa a ser gestada no governo Temer e ganha tamanho industrial no governo Bolsonaro — com o cadastramento de instituições fantasmas e a flexibilização da fiscalização. Temos que identificar que mudanças foram essas, os responsáveis, e rastrear o dinheiro, os autores intelectuais e quem se beneficiou. Vai ficar comprovado que foi o Lula quem acabou com a roubalheira”, afirmou o deputado Paulo Pimenta (PT-RS).
A ideia dos governistas é também reforçar a narrativa de que foi o governo Lula quem interrompeu os descontos indevidos e devolveu o dinheiro aos aposentados.
Aliados de Lula ainda acreditam conseguir a maioria no colegiado, embora tenham perdido o controle da presidência e da relatoria. Ambos os lados fazem as contas para ver quem vai garantir a maior quantidade de membros — algo crucial para aprovar pedidos de quebras de sigilo, convocações e definir os rumos da investigação.
Até o momento, mais de 800 requerimentos já foram apresentados, número que vai crescer nas próximas semanas. Entre os pedidos, estão convocações de ministros dos governos petistas, membros da gestão Bolsonaro e até de Frei Chico, irmão de Lula. Ele é vice-presidente de um dos sindicatos investigados pela PF (Polícia Federal) por suspeitas de descontos indevidos.
Derrota para o Planalto
Em uma derrota considerada dura pelo Palácio do Planalto, a oposição conseguiu emplacar Carlos Viana (Podemos-MG) na presidência da CPMI, por 17 votos a 14.
Ele então indicou Alfredo Gaspar (União-AL) como relator — ambos são ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Caberá a Gaspar redigir o relatório final da comissão. Ao longo dos últimos meses, ele já declarou oposição ao governo Lula e fez críticas ao STF, mas promete um parecer “técnico e equilibrado”.
A expectativa da presidência da CPMI é que os trabalhos envolvam gestões anteriores, a começar pelo governo Dilma Rousseff (PT). A comissão pretende ouvir todos os ex-ministros que passaram pela Previdência Social nos últimos anos e requerer documentos das investigações da Polícia Federal para guiar as oitivas.
Em maio, Jair Bolsonaro admitiu a possibilidade de fraudes terem começado em sua gestão e falou que tudo seria investigado. Ele defendeu que, se alguém de seu governo errou, que pague pelo erro. Ainda, buscou argumentar que qualquer corrupção teria ganhado escala na gestão Lula.
Argumentos da oposição
A oposição bolsonarista pretende usar a CPMI para reforçar acusações contra o atual governo. Alega que a gestão Lula permitiu descontos irregulares em aposentadorias, afetando justamente um setor tradicionalmente ligado ao PT. Também dizem que o Planalto demorou a agir diante das denúncias.
Além disso, o colegiado pode se tornar um espaço para a defesa de Bolsonaro, que atualmente é alvo de julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal) por suposta tentativa de golpe de Estado.
Apesar do clima de embate, o governo afirma que vai colaborar com os trabalhos e aposta em um discurso institucional.
“Como ministro da Previdência Social, eu só desejo que o interesse público seja a prioridade da CPMI. Que o relatório seja equilibrado, com justiça e que aponte a verdade dos fatos. Essa é a minha expectativa”, afirmou Wolney Queiroz, titular do Ministério da Previdência Social.
Com o início efetivo da CPMI do INSS no Congresso Nacional, a base aliada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá como foco as fraudes no sistema previdenciária de governos passados, como os de Michel Temer (MDB) e de Jair Bolsonaro (PL).
“As pessoas vão perceber que [a fraude] começa a ser gestada no governo Temer e ganha tamanho industrial no governo Bolsonaro — com o cadastramento de instituições fantasmas e a flexibilização da fiscalização. Temos que identificar que mudanças foram essas, os responsáveis, e rastrear o dinheiro, os autores intelectuais e quem se beneficiou. Vai ficar comprovado que foi o Lula quem acabou com a roubalheira”, afirmou o deputado Paulo Pimenta (PT-RS).
A ideia dos governistas é também reforçar a narrativa de que foi o governo Lula quem interrompeu os descontos indevidos e devolveu o dinheiro aos aposentados.
Aliados de Lula ainda acreditam conseguir a maioria no colegiado, embora tenham perdido o controle da presidência e da relatoria. Ambos os lados fazem as contas para ver quem vai garantir a maior quantidade de membros — algo crucial para aprovar pedidos de quebras de sigilo, convocações e definir os rumos da investigação.
Até o momento, mais de 800 requerimentos já foram apresentados, número que vai crescer nas próximas semanas. Entre os pedidos, estão convocações de ministros dos governos petistas, membros da gestão Bolsonaro e até de Frei Chico, irmão de Lula. Ele é vice-presidente de um dos sindicatos investigados pela PF (Polícia Federal) por suspeitas de descontos indevidos.







