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Coqueluche: doença prevenível coloca bebês em risco e exige atenção imediata

IRAMAIA ALENCAR – PEDIATRA

O aumento de casos de coqueluche em bebês e crianças pequenas tem gerado preocupação entre especialistas. A pediatra Iramaia Alencar alerta para a gravidade da doença, que pode causar falta de oxigênio no cérebro das crianças durante crises de tosse intensa.

“Ela pode tossir tanto que, na hora de respirar, vem aquele barulho característico. Por conta desse período sem respirar, pode faltar oxigênio no cérebro dessas crianças menores. É uma doença grave, que precisa ser cuidada o mais rápido possível. Assim que surgem os primeiros sinais e sintomas, o tratamento deve começar imediatamente”, explica Alencar.

Vacinação é essencial

A especialista reforça que a coqueluche é totalmente prevenível com vacinação. O calendário básico inclui cinco doses da vacina pentavalente: aos dois, quatro e seis meses, com reforços aos 15 meses e quatro anos. “O bebê já começa a ser protegido desde muito pequeno. Além disso, a gestante deve ser vacinada em todas as gestações, recebendo anticorpos que passam para o bebê através da placenta, garantindo proteção nos primeiros meses de vida”, ressalta a pediatra.

Diagnóstico e tratamento

Alencar explica que a coqueluche pode começar como um resfriado, com coriza, tosse leve e febre discreta, mas não melhora com o tempo. A tosse evolui para crises intensas, muitas vezes acompanhadas de falta de ar, sinal de que é preciso procurar atendimento médico.

“O tratamento é feito à base de antibióticos. Crianças muito pequenas, dependendo da gravidade, podem precisar ser internadas. Mas a doença tem tratamento e a chance de recuperação é alta se o cuidado for iniciado cedo”, afirma.

Proteção de toda a família

A médica reforça que adultos que convivem com bebês também devem se vacinar, com reforços a cada 10 anos, garantindo que não transmitam a doença aos pequenos. “Respeitar o calendário vacinal é a principal forma de prevenção. A equipe de saúde está preparada para orientar e aplicar as vacinas. Essa proteção salva vidas”, conclui Iramaia Alencar.

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