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Consumo de alimentos industrializados cresce e preocupa especialistas

Pesquisa aponta que os ultraprocessados têm substituído alimentos frescos e preparações caseiras.

O padrão alimentar da população brasileira passou por uma mudança profunda nas últimas décadas, com aumento expressivo do consumo de produtos industrializados prontos para comer. Atualmente, esses itens já representam uma parte significativa das calorias ingeridas no dia a dia, um crescimento relevante em comparação com o passado. Esse cenário preocupa profissionais da área da saúde porque acontece ao mesmo tempo em que se observa o avanço de problemas como obesidade, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares no país.

Esses alimentos são produzidos com substâncias processadas e aditivos que intensificam sabor, aroma e aparência, além de prolongar o tempo de conservação. Refrigerantes, biscoitos recheados, salgadinhos, macarrão instantâneo, embutidos e pratos congelados fazem parte desse grupo e costumam substituir refeições preparadas em casa por serem práticos e de fácil acesso.

Pesquisas na área de nutrição apontam que dietas com grande presença desse tipo de produto tendem a concentrar mais açúcar, gorduras e sal, ao mesmo tempo em que oferecem menos fibras, vitaminas e minerais. Esse desequilíbrio nutricional está associado a maior risco de desenvolvimento de doenças crônicas ao longo da vida, incluindo excesso de peso, diabetes tipo 2, problemas cardíacos e alguns tipos de câncer.

Especialistas alertam que a substituição de alimentos frescos por produtos altamente industrializados impacta negativamente a qualidade da alimentação e contribui para o aumento de doenças que poderiam ser evitadas. Como resposta a esse cenário, são defendidas ações que facilitem escolhas mais saudáveis e ampliem o acesso a alimentos naturais ou minimamente processados. No cotidiano, a principal orientação é priorizar frutas, legumes, feijão, arroz e carnes preparadas em casa, deixando os industrializados para consumo ocasional.

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