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Colombianos são presos pelo GAECO em Teresina por lavagem de dinheiro para o Bonde dos 40

Na segunda fase da Operação Cela 03, deflagrada nesta quarta-feira (22), o Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (GAECO) conseguiu prender dois colombianos, em Teresina, acusados de envolvimento direto em esquemas de agiotagem e lavagem de dinheiro para o Bonde dos 40. Eles operavam legalmente no Brasil, mas, segundo as investigações, atuavam a serviço da facção, movimentando grandes somas em dinheiro com origem no tráfico de drogas.

De acordo com o promotor Fernando Bernis, coordenador do Laboratório de Tecnologia Contra Lavagem de Dinheiro (LAB-LD) do GAECO de São Luís, o grupo criminoso utilizava agiotagem como fachada para lavar os lucros oriundos do tráfico. Parte dos investigados emprestava dinheiro a juros abusivos, prática conhecida como agiotagem, e posteriormente introduzia os valores no sistema financeiro formal, mascarando a origem ilícita.

“A lavagem de capitais perpassava pelo trabalho de agiotas, inclusive estrangeiros, que embora estivessem legalmente no Brasil, atuavam em prol da organização criminosa”, explicou Bernis.

Uma parte dos alvos já estava presa e segue sendo monitorada

Parte dos investigados desta fase já estava presa no sistema penitenciário maranhense, em decorrência da primeira fase da Operação Cela 03, realizada em agosto de 2024, e de outras operações anteriores, como a Operação Mormaço (2021).

“Mesmo presos, esses indivíduos continuavam exercendo influência sobre as atividades criminosas. Por isso, novos mandados foram cumpridos dentro do próprio sistema prisional”, afirmou o promotor.

A Cela 03 é um desdobramento direto de investigações anteriores que já haviam revelado o funcionamento interno da facção, incluindo a rota do tráfico de drogas e o modus operandi da lavagem de dinheiro, com ramificações interestaduais e internacionais.

Somando as duas etapas da Operação Cela 03, a Justiça já determinou o bloqueio de cerca de R$ 85 milhões em bens dos investigados — sendo R$ 80 milhões na primeira fase e R$ 5 milhões nesta segunda. “Nosso objetivo é atingir o que sustenta essas organizações: o dinheiro. Enquanto não desidratarmos o poderio financeiro das facções, não haverá eficácia no combate ao crime organizado”, reforçou Fernando Bernis.

Atuação conjunta entre Maranhão e Piauí

A operação foi realizada em conjunto entre os GAECOs do Maranhão e Piauí, com apoio da Polícia Civil e Polícia Militar, reforçando a integração entre os estados no enfrentamento às facções que atuam de forma interestadual.

As investigações continuam em curso, e o Ministério Público não descarta novas fases da operação em função dos materiais apreendidos na segunda fase ostensiva desencadeada nesta quarta-feira.

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