
A reunião entre o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, nesta segunda-feira (3), foi marcada por tensão e rigor na seleção dos participantes. Segundo relatos, houve uma “varredura” nos nomes da equipe fluminense, e todos precisaram ser previamente aprovados pelo ministro e sua equipe.
Alguns secretários chegaram a ser vetados, e uma integrante do grupo de Moraes justificou que o encontro seria “uma reunião de trabalho, e não um espetáculo”. O STF confirmou que apenas os nomes listados no despacho original foram autorizados.
Governo do Rio detalha escolha do local da reunião
Durante o encontro, Cláudio Castro explicou a escolha do Centro Integrado de Comando e Controle da Polícia Militar (CICC) como sede da reunião, destacando que é o local de onde todas as operações policiais são monitoradas.
Entre os presentes estavam o secretário de Segurança Pública, Victor Santos, o coronel Marcelo de Menezes, o delegado Felipe Curi, o procurador-geral do Estado, Renan Miguel Saad, e representantes do Ministério Público e do Instituto Médico Legal. O único nome fora do despacho, Antonio Edilio, do CNMP, teve presença autorizada excepcionalmente.
Alexandre de Moraes, relator da ADPF das Favelas, reforçou a exigência de preservação das provas e documentação completa da operação. Ele também determinou que o governo apresente dados detalhados sobre o uso da força, armamentos, número de mortos, feridos e detidos.
O ministro Gilmar Mendes cobrou ainda um plano de reocupação dos territórios dominados por facções e milícias, alertando que, sem isso, as ações continuarão sendo “parciais e insustentáveis”.
Governo do Rio defende legalidade da operação que deixou 121 vítimas
Em resposta ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o governo do Rio de Janeiro declarou que a Operação Contenção, realizada em 28 de outubro nos Complexos da Penha e do Alemão, foi conduzida “dentro dos parâmetros legais e constitucionais”






