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Ciro Nogueira anuncia punição a Fufuca, que decide permanecer no governo Lula

Licenciado do mandato como deputado federal pelo PP do Maranhão, Fufuca já declarou apoiar o projeto de reeleição de Lula em 2026 – (crédito: Ricardo Stuckert/PR)

O ministro do Esporte, André Fufuca, deverá continuar no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, mesmo sob forte pressão de seu partido para deixar o posto. O senador Ciro Nogueira, presidente do PP, anunciou nesta quarta-feira (810) que Fufuca será punido, perderá o controle do diretório da sigla no Maranhão, seu principal reduto eleitoral, e será destituído do cargo de vice-presidente nacional da legenda.

Procurado, Fufuca ainda não se manifestou oficialmente sobre as punições.

    O PP e o União Brasil, que anunciaram recentemente uma federação partidária, estabeleceram que todos os filiados com cargos no governo Lula deveriam deixar suas funções sob pena de expulsão das legendas.

Licenciado do mandato como deputado federal pelo PP do Maranhão, Fufuca apoia o projeto de reeleição de Lula em 2026, apesar de figurar entre os nomes mais próximos de Ciro, opositor declarado do presidente.

    “Eu falo em alto e bom som, eu estou com Lula. Eu estou com o Lula do Bolsa Família, do Vale Gás, do Pé-de-Meia, o Lula do Mais Médicos, do Mais Renda, do Fies, do Prouni. O Lula que tirou o filho do pobre da rua e colocou para fazer medicina na faculdade privada. O Lula que falou em alto e bom som para os Estados Unidos, respeite o nosso Brasil. É esse o Lula que estou ao lado”, afirmou Fufuca, em discurso ao lado do chefe do Executivo.

Em seu pronunciamento, Fufuca fez referência indireta ao ultimato do PP ao dizer que pode estar “amarrado”, mas que sua alma, coração e força de vontade permanecerão livres para apoiar Lula em 2026.

“O importante não é justificar o erro, o importante é evitar que ele se repita. Em 2022, eu cometi um erro. Agora, em 2026, pode ser que o meu corpo esteja amarrado, mas a minha alma, o meu coração e a minha força de vontade estarão livres para brigar e ajudar Luiz Inácio Lula da Silva a ser presidente do Brasil”, declarou o ministro do Esporte.

A punição a Fufuca ocorre em momento de articulação intensa entre Lula e o Centrão. O presidente afirmou ontem (7) que não irá “implorar” por apoio partidário. Com a popularidade em recuperação, aposta nos conflitos internos das siglas para fortalecer palanques regionais em 2026, mesmo enfrentando resistência das lideranças partidárias.

Apesar do ultimato de União Brasil e PP, que exigem a saída de Fufuca, no Esporte, e de Celso Sabino, no Turismo, o Planalto não demonstra disposição para mudanças no primeiro escalão. Em agosto, Lula já havia declarado incômodo com o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, e reclamado de Ciro Nogueira por tentar se viabilizar como candidato a vice em uma chapa com Tarcísio de Freitas, do Republicanos. Na mesma reunião ministerial, criticou ministros das legendas por não o defenderem em eventos partidários, afirmando que poderiam deixar o governo se quisessem.

Celso Sabino também resiste ao ultimato

O ministro do Turismo, Celso Sabino, também enfrentou pressão para deixar o governo, mas manteve-se firmemente na pasta. Embora tenha chegado a entregar carta de demissão em determinado momento, ele continuou no cargo e resistiu às exigências do União Brasil de desembarque imediato. Na última sexta-feira (3), Sabino participou de um evento em Belém (PA) ao lado do presidente Lula, reforçando a decisão de permanecer no governo.

A Executiva Nacional da legenda já iniciou processo disciplinar contra Sabino, com possibilidade de expulsão e intervenção no diretório estadual do Pará. Membros do partido, entretanto, passaram a descartar a saída imediata do ministro da Esplanada.

Sabino chegou a reafirmar publicamente sua fidelidade ao presidente Lula. “Nada, nem partido político, nem um cargo, nem ambição pessoal, vai me afastar desse povo que eu amo e do estado do Pará, presidente. Conte comigo onde quer que eu esteja, para lhe apoiar”, afirmou o ministro, em evento ao lado do petista.

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