Em uma noite marcada pela emoção e pela presença de nomes importantes da cultura piauiense, a professora e escritora Maria Cecília da Costa Araújo Mendes foi empossada como a nova imortal da Academia Piauiense de Letras (APL). A solenidade aconteceu na noite de quinta-feira (30), no Centro Pastoral Paulo VI, em Teresina.
Eleita para ocupar a Cadeira nº 24, que tem como patrono Jonas de Moraes Correia e foi anteriormente ocupada por nomes como Jonas Fontenele da Silva, Jônathas Moraes Correia, Robert Wall de Carvalho, Paulo de Tarso Mello e Freitas e a arqueóloga Niède Guidon, Cecília Mendes sucede uma trajetória marcada por grandes contribuições às letras e à cultura piauiense.
A cerimônia foi conduzida pela presidente da APL, acadêmica Fides Angélica de Castro Veloso Mendes Ommati, e contou com a presença de escritores, familiares, autoridades, amigos e admiradores da nova acadêmica.
Em gesto simbólico, os acadêmicos Padre Tony Batista, Teresinha Queiroz e Jesus Elias Tajra formaram a Comissão de Introdução, conduzindo Cecília Mendes à mesa dirigente sob aplausos.
Durante o discurso de posse, Cecília Mendes se emocionou diversas vezes, especialmente ao relembrar a família, os mestres que marcaram sua trajetória e a importância das mulheres que abriram caminhos na cultura. Ela fez questão de ressaltar o legado da arqueóloga Niède Guidon, a quem chamou de exemplo de força, sabedoria e dedicação à ciência e às artes.
A nova imortal também falou sobre seu trabalho como artesã, destacando o prazer de bordar e pintar — atividades que, segundo ela, ensinam a paciência dos detalhes e o respeito pelo tempo da criação. Cecília lembrou que o ofício artesanal e o literário se unem na mesma delicadeza: ambos exigem entrega, sensibilidade e olhar atento à beleza.
A acadêmica Maria do Socorro Rios Magalhães fez a saudação oficial à nova integrante da Casa, destacando sua trajetória intelectual, sua contribuição à educação e à cultura e a importância simbólica de ver mais uma mulher entre os imortais da Academia Piauiense de Letras.
Em um dos momentos mais emocionantes da noite, as filhas de Cecília, Cristiane e Giselle Mendes Fonseca, vestiram a mãe com as insígnias acadêmicas, marcando com ternura o início de sua jornada na instituição centenária.
A presidente Fides Angélica Ommati encerrou a solenidade reafirmando a relevância da nova imortal para a cultura piauiense:
“Cada nova imortal que adentra esta Casa traz consigo não apenas o brilho de sua trajetória, mas o compromisso de manter viva a chama da cultura piauiense.”
A cerimônia reuniu acadêmicos, intelectuais e representantes da sociedade piauiense, consolidando mais um momento histórico na trajetória da APL, que há mais de um século dedica-se à preservação e à valorização da literatura do estado.
Cecília Mendes, professora, jornalista, artista plástica e bordadeira, representa a síntese entre arte e conhecimento. Entre linhas, pincéis e palavras, construiu uma vida dedicada à criação e à docência — e agora, como imortal, inscreve definitivamente seu nome entre as grandes vozes da literatura piauiense.








