
Um cavalo foi morto com golpe de faca na manhã do sábado (31), após entrar em uma fazenda na localidade Acre, zona rural de Cristalândia do Piauí. O caso é investigado pela Polícia Civil como crime de maus-tratos contra animal.
De acordo com o delegado Janilson Coutinho, de Corrente, o cavalo havia fugido da fazenda do proprietário e acabou entrando em outra propriedade.
Um vaqueiro que trabalha no local teria amarrado o cavalo em uma árvore e, em seguida, desferido um golpe de faca no pescoço do animal, decepando parcialmente a cabeça e provocando a morte.
A Polícia Civil também afirmou que a equipe esteve no local, realizou diligências iniciais e requisitou laudos periciais do local e do animal. As investigações seguem para a conclusão do inquérito.
“O suspeito já foi identificado e intimado. Já há procedimento investigativo instaurado, com autoria definida”, informou o delegado. Segundo o delegado, o crime de maus-tratos a animais prevê pena de até dois anos de prisão, além de multa, conforme a legislação vigente.
Segundo a denúncia recebida pela Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Piauí (OAB-PI), o animal buscava alimento em uma fazenda quando foi morto. O caso foi encaminhado à Polícia Civil e à Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA).
A Polícia Civil de Corrente, responsável pela região, informou que o suspeito do crime é o caseiro da fazenda. A motivação do ataque ainda não foi esclarecida. O dono do cavalo foi à delegacia prestar depoimento.
De acordo com o delegado Janilson Coutinho, as investigações iniciais apontam que o animal foi amarrado em uma árvore e atingido com golpes de facão, até ser praticamente degolado. O autor do crime pode receber uma pena de até dois anos de prisão.
“Já há procedimento investigativo com autoria definida. A equipe de policiais já foi ao local e as investigações seguem”, afirmou o delegado Yuri Saulo.
Maus-tratos
A lei sobre maus-tratos contra animais, de 1998, tipifica como crime praticar atos de abuso, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos, nativos ou exóticos. A pena prevista envolve multa e detenção de três meses a um ano, com aumento de um sexto a um terço em caso de morte do animal.
Desde 2020, a legislação prevê uma punição mais rigorosa, com reclusão de dois a cinco anos, especificamente para casos que envolvem cães e gatos.
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