
Campeã do Carnaval de São Paulo de 2026 a Mocidade Alegre viralizou em perfis estrangeiros nas redes sociais nos últimos dias com um grande carro alegórico de Iemanjá. Vídeos da apresentação tiveram milhares de compartilhamentos, que destacaram a valorização da ancestralidade africana no Brasil.
Segunda maior campeã do carnaval paulistano, a Mocidade Alegre chegou ao 13º título com um enredo em homenagem à atriz Léa Garcia. O nome é “Malunga Léa, Rapsódia de uma Deusa Negra”.
A ancestralidade e representatividade africana de Léa Garcia estão entre as principais características do desfile. Em determinado trecho, o samba-enredo exalta: “Consagração da negritude/ Resiste entre tantos personagens/ A pele preta é armadura/ No palco, expressão de liberdade”.
Carioca, Léa estrelou Orfeu Negro, de 1959, filme francês de Marcel Camus gravado no Brasil e vencedor do Oscar de produção estrangeira. Em 2005, foi premiada em Gramado por As Filhas do Vento, de Joel Zito Araújo. Atuou em outras dezenas de produções cinematográficas e de televisão.
A Mocidade Alegre foi fundada em 1967. Com Solange Cruz Bichara Rezende de presidente, teve o desfile assinado pelo carnavalesco Caio Araújo. A bateria é liderada pelo Mestre Sombra.
A escola foi a terceira a desfilar no sábado, 14. Seus últimos títulos foram uma dobradinha, em 2023 e 2024.






