
A carreata do presidente argentino Javier Milei em Lomas de Zamora, na província de Buenos Aires, foi interrompida nesta quarta-feira (27) após manifestantes lançarem pedras e garrafas contra sua comitiva. O incidente deixou ferido o candidato Maximiliano Bondarenko e obrigou a retirada imediata de Milei do local.
Mais do que um episódio isolado de violência, o evento reflete o clima de polarização e instabilidade política que marca a gestão de Milei. O presidente, que adotou um estilo confrontador e discursos populistas, enfrenta investigações envolvendo familiares e aliados próximos, além de crescente rejeição a suas propostas de austeridade.
O ataque também evidencia a fragilidade do governo em lidar com críticas e manifestações contrárias, um padrão que tem se repetido em outros eventos públicos. Especialistas apontam que a estratégia de confrontação de Milei, misturando retórica agressiva e mobilizações de apoio, tende a aumentar a tensão social, em vez de propor soluções efetivas para os problemas estruturais do país.
Com as eleições legislativas de 7 de setembro se aproximando, episódios como este chamam atenção para o risco de desgaste político e institucional. A polarização exacerbada e a incapacidade de diálogo do governo Milei podem ter consequências de longo prazo para a estabilidade democrática da Argentina.