A teimosia de Stanley, um labrador persistente, desvendou um enigma de 160 anos no quintal de Clyst Honiton, em Devon, Inglaterra. Durante semanas, o animal cavou repetidamente no mesmo ponto, ignorando qualquer intervenção para refazer a terra. Na manhã de ontem, a insistência do cão revelou um artefato raro: um frasco de vidro azul da era vitoriana, cuidadosamente enterrado sob o solo. A descoberta, que à primeira vista parecia mera curiosidade, logo se mostrou peça-chave de um dos casos criminais mais notórios do século XIX.
O frasco “proibido” exibe características típicas de embalagens vitorianas destinadas a substâncias tóxicas, sobretudo sulfato de arsênico. Seu tom azul intenso e o formato específico coincidem com descrições de achados em laboratórios da época, reforçando a ligação direta com o veneno usado por Mary Ann. Peritos acreditam que o frasco permaneceu enterrado desde a fuga de evidências cometida por cúmplices da acusada.
A redescoberta desse objeto em um quintal doméstico reacendeu o interesse de historiadores e moradores pela história local. Mais do que recuperar um artefato, Stanley trouxe à tona a memória de um episódio macabro que por décadas ficou esquecido. Pesquisadores já discutem a criação de um pequeno acervo dedicado ao caso Ashford, garantindo que esse capítulo sombrio da história vitoriana seja preservado para as gerações futuras.
Fonte: História de JETSS
