
Dados do INCA e Ministério da Saúde apontam que país deve registrar mais de 73 mil novos casos da doença em 2025
O câncer de mama continua sendo o tipo de câncer que mais mata mulheres no Brasil. Segundo o Instituto Nacional de Câncer INCA e o Ministério da Saúde, o país deve registrar 73.610 novos casos da doença em 2025. Em 2023, foram contabilizados mais de 20 mil óbitos, com maior incidência nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste.
Campanhas ao longo do ano e especialmente durante o Outubro Rosa reforçam a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado, que podem elevar as chances de cura para até 96 por cento.
Tecnologia e integração na luta contra o câncer
O avanço da tecnologia tem sido fundamental para diagnósticos mais precisos e tratamentos mais eficazes. Além da oncologia, áreas como a biomedicina desempenham papel essencial no acompanhamento do paciente.
Segundo Ag-Anne Melo, professora de Biomedicina da Unifacid Wyden e especialista em pesquisas oncológicas, a biomedicina permite analisar biópsias, exames de imagem, testes genéticos e marcadores tumorais, informações que ajudam a definir o tratamento mais adequado para cada paciente.
Ela ressalta que o Outubro Rosa serve para alertar sobre os riscos da doença e incentivar a realização de exames preventivos. O câncer de mama é uma das principais causas de óbito entre mulheres no Brasil, mas quando detectado precocemente as chances de cura ultrapassam 90 por cento. Por isso, é fundamental realizar a mamografia regularmente, principalmente entre os 50 e 69 anos, que é a faixa etária mais afetada pela doença.
A docente também reforça que os tratamentos podem incluir cirurgia, quimioterapia, radioterapia, hormonoterapia e terapias mais modernas como imunoterapia. Quanto mais cedo o tumor for identificado, menos agressivo tende a ser o tratamento, aumentando significativamente as chances de recuperação.
Avanços médicos e terapêuticos
O oncologista Guilherme Roeder, do Instituto de Educação Médica IDOMED, afirma que os anos 1990 marcaram uma era de grandes avanços na oncologia, com melhor compreensão da doença, evolução das técnicas de exames e desenvolvimento de tratamentos mais eficazes, beneficiando diretamente a qualidade de vida das pacientes.
A detecção precoce é a chave para o tratamento curativo do câncer de mama. Pacientes com tumores iniciais restritos à mama têm perspectivas de cura que variam entre 96 e 99 por cento.
Segundo ele, o rastreamento precoce permitiu aumento expressivo nas taxas de cura, e o aprimoramento de técnicas cirúrgicas e reconstrução oncoplástica trouxe ganhos estéticos e clínicos. Além disso, o avanço de novas drogas, imunoterapia e terapias-alvo contribuiu para resultados ainda melhores.
Prevenção e autocuidado
Os especialistas reforçam a importância do autoconhecimento, autocuidado e exames de rastreamento como a mamografia quando indicados. Disseminar informações seguras sobre o câncer de mama também é essencial na luta contra a doença.
Manter a busca por informações confiáveis e incentivar o diagnóstico precoce salva vidas, concluem os profissionais.






