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Câmara aprova projeto que cria tributo para serviços de streaming no Brasil

Plataformas de streaming como Netflix, YouTube e Claro TV+, pagarão alíquotas progressivas entre 0,1% e 4%.

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (4), o texto-base do projeto de lei que estabelece a cobrança de um tributo sobre serviços de streaming e plataformas de vídeo sob demanda no Brasil. A proposta cria a Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional (Condecine) e segue agora para análise dos destaques, as sugestões de alteração que serão votadas nesta quarta-feira (5).

O projeto define que empresas que oferecem vídeos por assinatura, televisão por aplicativos e compartilhamento de conteúdo audiovisual passarão a contribuir com alíquotas que variam entre 0,1% e 4% sobre a receita bruta anual, excluídos tributos indiretos e incluídas as receitas com publicidade.

Plataformas como Netflix, YouTube, Prime Video, Claro TV+ e Vivo Play estão entre os serviços abrangidos pela medida.

Empresas com faturamento de até R$ 4,8 milhões por ano, enquadradas no Simples Nacional, ficarão isentas da cobrança, assim como as remessas de lucros ao exterior.

Serviços incluídos e isenções

O texto aprovado abrange diferentes modalidades de mídia digital:

  • Vídeo sob demanda (VoD), como plataformas de streaming por assinatura;
  • Televisão por aplicativos;
  • Serviços de compartilhamento de vídeos.

Ficam fora da tributação conteúdos de caráter religioso, jornalístico, educacional, esportivo ou sem fins lucrativos, além de jogos eletrônicos e produções já veiculadas na TV por assinatura.

Objetivo da medida

Segundo o relator do projeto, deputado Doutor Luizinho (PP-RJ), o objetivo da contribuição é estimular a produção de conteúdo nacional e equilibrar a concorrência entre empresas brasileiras e estrangeiras do setor audiovisual.

As empresas poderão deduzir até 60% do valor da contribuição se investirem em produções brasileiras, percentual que pode chegar a 75% caso mais da metade do catálogo disponibilizado ao público seja composto por obras nacionais.

Repercussão e críticas

Deputados da oposição manifestaram preocupação com o possível reajuste nos preços das assinaturas, afirmando que as empresas devem repassar o custo adicional aos consumidores.

O deputado Gilson Marques (Novo-SC) argumentou que “as operadoras vão repassar o imposto ao usuário, tornando o serviço mais caro para o consumidor comum”.

O líder do partido Novo, Marcel van Hattem (RS), também criticou a proposta, afirmando que a medida pode reduzir a concorrência e favorecer grandes produtoras.

O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) comparou o novo tributo à chamada “taxa das blusinhas”, afirmando que o Congresso precisa “evitar aprovar medidas que aumentem a carga tributária para o consumidor final”.

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